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Conta de luz pode subir 9,4% em 2026: especialista dá dicas para reduzir impacto no bolso

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Projeção da Aneel supera a inflação estimada para o ano e reforça a importância de controlar o consumo e buscar alternativas para reduzir os gastos com energia

A conta de luz deve continuar pressionando o orçamento de consumidores e empresas em 2026. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a projeção do efeito tarifário médio no país subiu para 9,4% neste ano, acima das estimativas de 5% para o IPCA e de 4,4% para o IGP-M.

De acordo com a agência, entre os principais fatores que pressionam as tarifas estão os componentes financeiros, que respondem por 4,7 pontos percentuais da projeção, além dos encargos setoriais, da compra de energia, da transmissão e da distribuição. O impacto, porém, varia conforme a distribuidora e a região do país.

Para Lucas Paiva, engenheiro elétrico formado pela USP e sócio da Lead Energy, empresa que atua na busca por soluções energéticas que impactam o bolso dos consumidores e o meio ambiente, com foco em energia verde, o cenário mostra que consumidores e empresas precisam olhar com mais atenção para a forma como utilizam e contratam energia.

“A energia elétrica é um custo que muitas vezes é tratado como inevitável, mas existe espaço para melhorar a eficiência e reduzir desperdícios. Em um cenário de tarifas mais pressionadas, entender a própria conta, acompanhar o consumo e avaliar alternativas de contratação pode fazer uma diferença importante no orçamento”, explica Paiva.

Bandeira amarela também pesa na conta

Além dos reajustes tarifários, os consumidores precisam ficar atentos às bandeiras tarifárias. Em setembro, a Aneel manteve a bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A medida reflete condições menos favoráveis de geração de energia e custos maiores para o sistema.

Segundo Paiva, algumas mudanças simples de comportamento podem ajudar a reduzir o consumo.

“É importante começar pelo básico: evitar desperdícios, utilizar os equipamentos de forma eficiente e acompanhar a evolução do consumo mês a mês. Ar-condicionado, chuveiro elétrico e outros equipamentos de alta potência merecem atenção especial”, afirma.

Entre as principais recomendações estão:

  • Aproveitar a iluminação natural e utilizar lâmpadas de LED;
  • Fazer a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado e manter os filtros limpos;
  • Evitar deixar equipamentos ligados sem necessidade;
  • Reduzir o tempo de uso do chuveiro elétrico;
  • Concentrar o uso de máquinas de lavar e outros eletrodomésticos sempre que possível;
  • Acompanhar o consumo em kWh na conta de luz, e não apenas o valor final da fatura.

Para as empresas, Paiva destaca que a análise pode ir além da redução do consumo. “Dependendo do perfil de cada negócio, também é possível avaliar estratégias de gestão e contratação de energia que tragam mais previsibilidade e eficiência para os custos. O primeiro passo é entender o perfil de consumo e identificar onde estão as oportunidades”, explica.

Uma alternativa para consumidores de alta tensão é avaliar a possibilidade de trocar de fornecedor de energia. A abertura do mercado para esse público permite que empresas tenham mais opções de contratação, enquanto a abertura para consumidores de baixa tensão está prevista para 2028.

A Lead Energy combina conhecimento técnico e regulatório do setor elétrico com tecnologia para desenvolver soluções energéticas modernas, limpas e a preço justo. A empresa tem como meta reduzir em R$1 bilhão as contas de luz de seus clientes até 2027, contribuindo também para ampliar a participação das energias renováveis na matriz energética brasileira.

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