Vendas

Copa de 2026 deve mudar ritmo do consumo e pressionar varejo durante jogos

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A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já começa a reorganizar o consumo no Brasil, seguindo um padrão observado em edições anteriores do torneio. Dados do BTG Pactual, com base no desempenho do varejo em Copas passadas, mostram que, durante jogos da seleção brasileira, o comércio pode registrar queda de até 12% nas vendas e redução de até 40% no fluxo em shoppings. Ao mesmo tempo, levantamento da Data-Makers aponta que 71% dos brasileiros pretendem aumentar o consumo durante a Copa, sobretudo com alimentos, bebidas, eletrônicos e itens ligados ao entretenimento, o que revela menos uma expansão do consumo e mais uma mudança de ritmo e prioridade nas compras.

David Tafur, CEO e cofundador da Yavendeu, afirma que o impacto é direto para pequenos e médios empreendedores. “A Copa não aumenta necessariamente o consumo total, mas muda completamente o momento e a forma como ele acontece. Quem não se adapta tende a perder vendas nos horários de jogo, enquanto quem se prepara consegue capturar a demanda antes e depois das partidas, além de aproveitar canais digitais para manter o faturamento mesmo durante os jogos.”

A resposta passa por organização e leitura precisa do comportamento do cliente. Campanhas antecipadas com kits temáticos, promoções por jogo e combos voltados ao consumo coletivo ajudam a concentrar vendas antes das partidas. Na operação, é necessário preparar estoque, equipe e canais para picos curtos e intensos, especialmente nas horas que antecedem os jogos, quando o consumidor decide rápido e prioriza conveniência.

Também pesa a capacidade de sustentar as vendas enquanto a atenção do público está voltada às partidas. Automatizar o atendimento e estruturar jornadas de compra que não dependam de resposta imediata permite continuar vendendo mesmo com a queda no fluxo físico. Negócios que conseguem transferir essa demanda para o digital tendem a compensar as perdas do ponto de venda e, em alguns casos, ampliar o faturamento no período.

Para Tafur, o ganho está em ajustar a execução ao contexto. “Não se trata apenas de vender mais, mas de vender melhor dentro de um cenário específico. Empreendedores que organizam sua operação, usam automação no atendimento e constroem ofertas alinhadas ao momento conseguem não só evitar perdas, mas transformar a Copa em um período de crescimento consistente.”

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