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Da Sardenha ao Brasil: empresas italianas de queijos e massas miram expansão no mercado brasileiro

Créditos da foto: Divulgação

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Central Formaggi e Celino estão entre as novidades trazidas pela Agência ICE ao Brasil para mostrar seus produtos

Reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco, a culinária italiana tem nos queijos e nas massas algumas de suas principais referências gastronômicas. Para mostrar seus produtos, a Agência ICE trouxe ao Brasil duas empresas – a Central Formaggi SRL e a Celino – durante a Fispal Food Service 2026.

A primeira delas – Central Formaggi S.R.L – apostou na tradição dos queijos italianos artesanais para conquistar chefs, pizzarias, restaurantes e distribuidores brasileiros. A empresa levou à feira uma seleção de produtos típicos, com destaque para queijos de cabra e ovelha produzidos a partir de métodos tradicionais e matérias-primas de alta qualidade, reforçando a autenticidade da gastronomia italiana e o forte legado pastoril da Sardenha, região conhecida historicamente pela produção leiteira e pela criação de ovelhas.

A marca também mostrou sua linha de pecorinos moliternos DOP (Denominação de Origem Protegida), como o romano, com vinho, com pimenta e com pesto de manjericão. Além disso, ainda apresentou três opções de “crema al formaggio” nos sabores natural, pimenta e trufa, além de ricotas naturais e com pimenta, totalizando quase 20 produtos inéditos, entre os mais de 50 produzidos.

A chegada da marca ao Brasil acompanha o crescimento da demanda por ingredientes premium e produtos com origem certificada, especialmente no mercado de food service e gastronomia especializada.

A Sardenha como celeiro da Itália desde o Império Romano

Já o Pastificio Cellino S.P.A veio ao Brasil carregando uma herança diretamente ligada à história do trigo na Itália. O Grupo Cellino começou em 1955, em Sanluri, na região da Marmilla, o antigo celeiro da Itália. Há três gerações, a família Cellino mantém viva a tradição cerealífera e moageira da Sardenha. Hoje, controla toda a cadeia produtiva por meio do moinho Simec, do Pastifício F.lli Cellino e da fábrica de biscoitos Fette di Sole. A missão do Grupo é preservar a produção de trigo duro com a primeira cadeia produtiva certificada 100% sarda: a filiera Ercole Punto Zero.

Há séculos, a Sardenha é considerada um dos grandes celeiros italianos e desempenha papel estratégico desde o Império Romano, quando a ilha era responsável pelo abastecimento de grãos destinados a Roma. Até hoje, o território preserva forte tradição agrícola ligada ao cultivo de trigo duro, matéria-prima essencial para a produção das massas italianas.

É dessa herança milenar que nasce a Celino, grupo reconhecido pela produção de massas secas, farinhas e produtos de panificação. A empresa combina tradição familiar, seleção rigorosa de grãos e tecnologia industrial para desenvolver produtos que carregam o sabor autêntico da culinária mediterrânea. A chegada ao Brasil ocorre em um momento de crescimento do consumo de massas premium e ingredientes italianos no food service.

Brasil no radar da indústria alimentícia italiana

A presença das duas empresas reforça o interesse crescente das marcas italianas pelo mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pela Agência ICE, o Brasil segue entre os principais importadores de alimentos e bebidas italianos, com destaque para massas, produtos de panificação e azeites.

“Apresentamos na Fispal Food Service a excelência dos produtos alimentícios italianos. O Brasil é um parceiro histórico e estratégico, e a feira representou uma plataforma ideal para fortalecer relações comerciais bilaterais e criar novas oportunidades de negócios”, afirmou Milena Del Grosso, diretora da ICE para o Brasil.

Além de Central Formaggi e do Pastificio Celino, a Agência ICE reuniu mais 12 empresas de diversas regiões italianas e reforçou o movimento de internacionalização das marcas do país europeu no setor de food service da América do Sul.

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