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De professor a maior empreendedor: Leonardo começou no interior do Rio e hoje administra quatro unidades da Cultura Inglesa com mais de 1.200 alunos

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A trajetória de Leonardo Oliveira começou na sala de aula e, quase quatro décadas depois, chegou ao empreendedorismo na educação. Professor de inglês no interior do Rio de Janeiro, construiu uma carreira que o levou à gestão de escolas da Cultura Inglesa em diferentes cidades e, mais recentemente, à expansão como franqueado no mercado paulista.

Em 1984, quando ingressou na faculdade de Letras, Leonardo tinha o jornalismo como projeto profissional. Mudanças nas exigências para estágio na área de comunicação e a necessidade de trabalhar fizeram com que encontrasse no ensino de inglês uma alternativa. O que inicialmente seria uma saída profissional acabou se transformando em uma carreira de longo prazo na educação.

Depois de atuar como professor, Leonardo deu o primeiro passo como empreendedor ao fundar uma escola de ensino médio e preparatório no interior do Rio de Janeiro. O trabalho ganhou reconhecimento na região e abriu caminho para uma nova etapa: assumir a operação de uma escola de idiomas, que chegou a superar a marca de mil alunos.

O desempenho da unidade chamou a atenção da direção da Cultura Inglesa justamente em um momento de expansão da rede. Leonardo recebeu o convite para assumir a bandeira e se identificou com o modelo da instituição, especialmente pela proposta pedagógica, pela oferta dos cursos de Cambridge e pela qualidade da equipe.

A parceria marcou uma nova fase em sua trajetória. Leonardo passou a operar unidades da Cultura Inglesa no interior fluminense e ampliou sua atuação na rede antes da pandemia.

Do Rio de Janeiro para São Paulo

A expansão para São Paulo veio em um segundo momento. Com a reestruturação da Cultura Inglesa e a retomada do modelo de franquias no estado, Leonardo foi convidado, em 2024, a levar sua experiência para o mercado paulista. A operação teve início em novembro de 2025.

Atualmente, são quatro unidades em funcionamento: duas em São Paulo, nos bairros de Itaquera e São Miguel Paulista, e duas no Rio de Janeiro, em Nova Friburgo e Rio Bonito. Juntas, elas atendem mais de 1.200 alunos: 530 em Nova Friburgo, 420 em Rio Bonito, 270 em Itaquera e 42 em São Miguel Paulista, a unidade mais recente. Uma quinta unidade está prevista para ser aberta em São Paulo até o final do ano e ele já comprou mais uma franquia. Desta forma, ele se torna o maior franqueador da Cultura Inglesa nesse momento.

A escolha dos bairros paulistas também faz parte do plano de crescimento. Em vez de concentrar a expansão em áreas com maior presença de escolas bilíngues e público predominantemente das classes A e B+, a opção foi por regiões com forte concentração das classes B e C. A decisão considera as características do mercado paulista, mais pulverizado e formado por diferentes perfis de consumidores, e busca ampliar o acesso ao modelo de ensino da Cultura Inglesa em regiões com potencial de crescimento.

Mais do que abrir unidades, construir equipes

Com operações em diferentes cidades e estados, o crescimento trouxe um novo desafio: estruturar uma gestão capaz de acompanhar a expansão sem centralizar todas as decisões no empreendedor. Segundo Leonardo, mais do que estar à frente de cada operação, o papel do gestor é formar equipes, preparar profissionais e delegar responsabilidades.

Além disso, a Cultura Inglesa faz treinamentos internos com as equipes, principalmente os professores, para manter sempre o mesmo padrão de qualidade, mesma estrutura, mesma excelência acadêmica de uma instituição com mais de 90 anos de tradição, seja franquia ou unidade própria.

A gestão das unidades também envolve supervisão e coordenação online. Para apoiar a implantação da operação paulista, Leonardo contou com uma profissional de confiança que já trabalhava com ele no Rio de Janeiro e foi deslocada para o estado para ajudar na estruturação dos processos.

Apesar de ainda se definir essencialmente como professor e continuar entrando em sala de aula quando necessário, o empreendedor reconhece que crescer exige uma mudança de postura. À medida que a operação aumenta, a qualidade do negócio não pode depender exclusivamente da presença do proprietário. A formação de líderes e coordenadores passa a ser fundamental para acompanhar o funcionamento diário das escolas.

Experiência como diferencial para crescer

A história também reforça uma característica comum a empreendedores que passam da operação de uma unidade para uma estrutura maior: a necessidade de transformar experiência individual em processos que possam ser replicados.

Segundo Leonardo, “essa é uma das diferenças entre o modelo de franquias e um negócio independente. Enquanto quem começa uma operação do zero precisa construir marca, processos, metodologia e reconhecimento de mercado, o franqueado parte de uma estrutura já estabelecida, com processos definidos e suporte da franqueadora”.

A experiência acumulada no setor também influencia a forma como o empreendedor acompanha os alunos. Ele mantém o hábito de conversar pessoalmente com novos estudantes que chegam de outras escolas para entender suas necessidades e expectativas. A prática, segundo ele, ajuda a identificar demandas e manter um padrão de atendimento e aprendizado nas unidades.

Com uma quinta unidade em preparação, a expansão continua. A trajetória que começou nas salas de aula de escolas públicas do interior do Rio de Janeiro chegou a São Paulo sem deixar de lado a origem do empreendedor: a experiência como professor, que ao longo dos anos passou a ser combinada com gestão, formação de equipes e visão de negócios.

Para quem pretende empreender, a principal recomendação do franqueado é pesquisar profundamente o mercado antes de investir e, sobretudo, escolher uma atividade com a qual tenha verdadeira afinidade. “Não basta escolher um negócio porque parece uma boa oportunidade. É preciso conhecer o setor e ter identificação com aquilo que você vai fazer”, afirma.

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