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Empregos

Demissões voluntárias batem recorde enquanto 9,6 milhões de jovens estão fora do mercado de trabalho

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Falta de propósito nas empresas e desenvolvimento humano ajuda a explicar os dois extremos

O mercado de trabalho brasileiro enfrenta um paradoxo que freia seu potencial: enquanto empresas veem seus talentos pedirem demissão em números recordes, o país desperdiça um capital humano de 9,6 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, a chamada popularmente de “geração nem-nem”, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

De um lado, a “Grande Demissão” (Great Resignation) se consolida. Esse termo, cunhado nos EUA, descreve o movimento global pós-pandemia de profissionais que pedem demissão voluntariamente, não apenas por salário, mas em busca de flexibilidade, saúde mental e, principalmente, por um trabalho com propósito.

No Brasil, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que os pedidos de demissão voluntária atingiram o recorde de 37,9% do total de desligamentos no início de 2025.

Por outro lado, o país lida com um custo social e econômico imenso. Estudo feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que os dois fenômenos geram uma perda anual de R$46,3 bilhões para a economia.

Para Fernando Alves, Diretor Executivo da Rede Cidadã e autor do livro “O valor da vida no trabalho”, esse cenário é decorrente da baixa conexão entre o mundo corporativo e as necessidades reais das pessoas. 

“É preciso humanizar a gestão, reconhecer os valores da vida no trabalho e investir na inclusão como um pilar estratégico de negócio, não apenas como filantropia ou cumprimento de cotas”, afirma Alves.

Segundo ele, o termo “geração nem-nem” carrega um estigma que não ajuda a resolver o problema – ele simplifica realidades muito complexas e coloca a culpa no indivíduo, enquanto o verdadeiro desafio é estrutural. 

“Nenhum jovem está ‘sem fazer nada’. Eles estão em transição, enfrentando desigualdades, buscando caminhos e, muitas vezes, lidando com falta de acesso a oportunidades”, explica. 

Na contramão das estatísticas está Arthur Rodrigues de Araújo, de 18 anos, que iniciou sua trajetória como aprendiz, passando por três empresas diferentes. Nesse período, a conexão entre o aprendizado técnico e socioemocional, aliado ao incentivo das empresas foi fundamental. 

“Hoje, onde trabalho, tenho acesso a diversas qualificações e busco mais conhecimento por meio dessas oportunidades”, relata.

Contratado por um sindicato de produtores rurais, Arthur diz que encontrou o “propósito” que falta a tantos profissionais. “Entendi o impacto real do meu trabalho na vida do pequeno produtor rural” , conclui.

Ele deixa um conselho para sua geração: “A juventude é frequentemente pressionada por valores antigos e rotulada por isso. Acredito que todo jovem que busca evoluir já está no caminho certo. Entre o sonho e a conquista existe um processo’ conclui.

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