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Desafios, oportunidades e tecnologia no setor de entregas de última milha

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*Por Vinicius Pessin, CEO da logtech Eu Entrego

O setor de entregas de última milha é de fato desafiador e instigante. Observa-se uma acentuada curva de crescimento na demanda por entregas, proporcional à transformação do comportamento de consumo das pessoas, que passaram a comprar muito mais pelos meios online. E quanto maior é a demanda, maiores são os desafios e a necessidade de desenvolver soluções. É exatamente sobre isso que iremos falar.

Os desafios do setor são muitos. Uma pesquisa realizada com 200 líderes de logística na Europa e nos Estados Unidos mostrou que a gestão das transportadoras contratadas é um dos principais impedimentos para o aumento da lucratividade. Além disso, com o crescimento da demanda, muitos dos gestores (22%) lidam com frotas de entrega reduzidas, o que gera sobrecarrega. Isso sem falar das dificuldades impostas pela limitação tecnológica, que fica muito evidente no dia a dia do nosso setor. Para citar apenas algumas delas, diariamente enfrentamos dificuldade de integração com o remetente, falta de visibilidade das empresas terceirizadas e dificuldade no gerenciamento das transportadoras e dos motoristas.

Essas são questões fundamentais, porque, se você é um lojista, seu objetivo é sempre oferecer mais, com o menor custo e a melhor experiência para fidelizar o cliente. Então, se você não consegue ter acesso aos dados de entrega da transportadora, ou não consegue gerenciar da melhor maneira os lotes de entrega, por exemplo, o resultado é prejuízo para sua empresa. Sem falar das próprias transportadoras ou dos motoristas autônomos que prestam serviço para plataformas de last mile delivery. Em tempos de alta dos combustíveis, é preciso investir ao máximo em ferramentas tecnológicas que otimizam o tempo e os recursos, que organizam melhores lotes e traçam melhores rotas. É o famoso fazer mais com menos. Acredito que o processo para resolver todos esses problemas passa pela implementação de soluções tecnológicas. Utilizar a tecnologia para resolver os problemas operacionais nos permitirá avançar para o próximo passo, que é pensar as melhores oportunidades para o setor.

Particularmente, acredito que melhorar a experiência de entrega do consumidor é a chave para o crescimento nos próximos anos. O primeiro passo seria trabalhar para oferecer janelas de entrega mais curtas, principalmente tendo em vista que esse é um dos principais fatores de impacto para a experiência do consumidor. Uma segunda estratégia seria ampliar a possibilidade do agendamento de entregas, o que contribuiria, inclusive, para desafogar o suporte de atendimento ao cliente. Outra comodidade que pode impulsionar o crescimento do setor é possibilitar o rastreamento e a visibilidade de última milha. Solução que, para ser implementada, depende essencialmente de maior suporte tecnológico. Por fim, uma coisa simples, mas que pode ser decisiva para cativar o cliente e impulsionar o setor, é oferecer opções de entrega variadas.

Seja como for, é interessante observar que tanto para superar os desafios, quanto para aproveitar as oportunidades da última milha, impera uma constante: é preciso investir em tecnologia, melhorar o gerenciamento de dados, ampliar a visibilidade de entrega (para empresas contratantes e clientes) e explorar ao máximo a automação.

*Vinicius Pessin é CEO da Logtech Eu Entrego, startup de entregas colaborativas – e-mail: euentrego@nbpress.com

Sobre Eu Entrego

Criada em 2016, a Eu Entrego é uma plataforma omnienabler que transforma lojas físicas em hubs logísticos e conecta varejistas a uma rede de entregadores autônomos em carros de passeio e bikes elétricas (modais alternativos). Para mais informações, acesse: www.euentrego.com.

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