Poesia S.A

Desdém

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*Por Laura Porto – Administradora, Mentora Organizacional e Escritora

O que mais me irrita nas pessoas,
além da falsidade, é a prepotência,
e a indiferença
com aqueles que amamos
ou que fazem parte da nossa vida.

Tudo o que mais desejamos
ou sonhamos
é ser tratados com dignidade e respeito,
carinho e amor,
mas fingir que o outro não existe,
simplesmente não tocar,
não ligar,
não perguntar se está tudo bem…
isso me deixa profundamente indignado.

Sinceramente, espero que um dia Deus toque seu coração
e que você perceba o quanto errou,
o quanto poderia ter sido diferente,
o quanto você perdeu.

E que, nesse dia,
todos tenham compaixão da sua desgraça
e da sua pobreza interior.
Da sua enorme infantilidade.
Do seu medo.
Da sua covardia.

Como pode simplesmente fingir que alguém não existe?
Como pode ser dominado
pelo que há de mais cruel no mundo?
Como pode simplesmente ignorar uma existência
tão linda,
tão meiga,
tão sublime,
tão maravilhosa?

Como pode simplesmente não sentir falta
ou fingir que não existe!

Tenho pena.
Pena do que o futuro fará com seu coração,
sua mente
e sua alma.

O desdém vai e volta,
cumprindo seu papel árido e turbulento.

O desdém ronda e assombra,
e sua sombra será sempre fria.

Mas o sol aparece
e sua estrada, então, melhora,
se reergue e brilha.

O sol e o desdém duelam,
mas a potência do sol
sempre queima a poeira do desprezo.

Triste fim do desdém…
porque, no final, o sol sempre nasce.

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