Com trajetória construída entre Brasil e Canadá, médica reúne experiência clínica, educação profissional e produção de conhecimento em uma atuação voltada à segurança e à responsabilidade na estética médica
A segurança do paciente, a responsabilidade profissional e a educação em estética médica tornaram-se eixos centrais da trajetória de Adriana Gois Machado, médica formada no Brasil e atualmente atuante na área de estética médica no Canadá. Sua experiência entre diferentes sistemas de saúde tem contribuído para uma atuação que combina prática profissional, formação continuada, produção de conhecimento e participação em iniciativas educacionais.

Essa perspectiva esteve presente durante a 12ª edição do Prêmio Networking Empresarial Nacional e Internacional, realizada em 17 de setembro, em Orlando, na Flórida. Homenageada durante a noite de gala, Adriana também apresentou seu livro e levou ao evento uma discussão que vem ocupando espaço crescente em sua trajetória: a necessidade de compreender a estética médica para além do resultado visual, considerando segurança, indicação adequada, documentação e responsabilidade profissional.
Formada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, Adriana realizou residência em Cirurgia Geral no Brasil e acumulou experiências relacionadas à terapia intensiva antes de direcionar parte de sua trajetória para a estética médica. A mudança para o Canadá acrescentou uma nova dimensão à sua formação, exigindo adaptação a outro sistema de saúde, novas estruturas regulatórias e uma cultura profissional diferente.

“Recomeçar profissionalmente em outro país é um exercício de humildade. Você leva consigo anos de formação e experiência, mas precisa aprender novamente como funciona o sistema, compreender regras diferentes, adaptar sua comunicação e construir novas relações profissionais”, afirma.
A experiência entre Brasil e Canadá passou, assim, a influenciar não apenas sua prática, mas também a maneira como Adriana aborda educação e segurança. Segundo a médica, enquanto sua formação brasileira estabeleceu as bases clínicas e cirúrgicas de sua trajetória, a experiência canadense ampliou seu contato com protocolos, documentação, regulamentação e responsabilidade profissional.
Na estética médica, seu interesse se concentrou especialmente em anatomia, envelhecimento facial, procedimentos minimamente invasivos e prevenção de complicações. No Canadá, continuou investindo em treinamento e aperfeiçoamento em técnicas injetáveis e fios de sustentação, ao mesmo tempo em que ampliou sua participação em atividades de educação profissional e produção de conteúdo técnico.

Essa combinação entre experiência clínica e interesse pela educação resultou também em produção editorial. Adriana é autora do livro Dermatologia Estética Avançada: Protocolos Clínicos, Formação Profissional e Conformidade Regulatória, obra dedicada a temas relacionados à formação, prática clínica, segurança e responsabilidade profissional na área estética.
Para a médica, produzir conhecimento é também uma forma de ampliar a discussão sobre os critérios que devem acompanhar a realização de procedimentos estéticos.
Essa visão também orienta sua defesa de uma maior conscientização sobre os ambientes em que procedimentos são realizados. Entre os aspectos que considera relevantes estão condições de higiene, procedência dos produtos, qualificação profissional, documentação adequada, consentimento informado e estrutura disponível para reconhecer e responder a possíveis intercorrências.

A segurança, segundo Adriana, envolve tanto o paciente quanto o profissional. Por isso, registros clínicos, consentimento, protocolos e definição clara de responsabilidades não devem ser vistos apenas como exigências administrativas, mas como componentes da organização do cuidado.
A dimensão internacional de sua trajetória também passou a ocupar espaço em atividades educacionais e profissionais. A experiência de formação no Brasil, adaptação profissional no Canadá e participação em eventos e iniciativas internacionais permitiu contato com profissionais de diferentes contextos e modelos de atuação.
“Cada país possui sua própria estrutura regulatória, seus limites profissionais e sua cultura de atendimento. É necessário compreender esse contexto e respeitá-lo”, afirma.

Essa circulação entre diferentes ambientes profissionais também reforçou seu interesse pela construção de pontes entre conhecimento técnico e comunicação. Além da prática em estética médica, Adriana vem direcionando projetos para educação, produção científica e editorial e iniciativas voltadas à comunicação em saúde e estética.
A participação no Prêmio Networking Empresarial Nacional e Internacional, em Orlando, integrou esse movimento. Para Adriana, encontros internacionais podem ampliar não apenas conexões profissionais, mas também a circulação de experiências e conhecimento entre diferentes áreas e países.

“Networking, quando é construído de forma genuína, vai muito além da troca de contatos. Ele permite aproximar profissionais com experiências diferentes, criar projetos conjuntos e fazer com que conhecimento e oportunidades circulem entre países e áreas de atuação”, afirma.
Os próximos projetos seguem a mesma direção, com iniciativas relacionadas à educação profissional, produção de conhecimento e segurança na estética médica, além de novos projetos editoriais.
Ao reunir formação médica, experiência clínica, atuação em estética, educação e produção de conteúdo técnico, Adriana vem construindo uma trajetória internacional em que o conhecimento ocupa papel tão importante quanto a prática. A homenagem recebida em Orlando tornou-se, nesse contexto, mais uma oportunidade para levar ao debate uma questão que atravessa sua atuação profissional: resultados estéticos devem caminhar junto com conhecimento, responsabilidade e segurança do paciente.








