
O data8 – principal hub de inteligência sobre Economia Prateada da América Latina – lança o relatório Economia Climatérica, segundo insight da série Brasil Prateado, que ao longo de 2025 trará oito grandes tendências sobre a revolução da longevidade e o seu impacto em mercados.
Composta por soluções voltadas às transformações hormonais vividas no climatério, a Economia Climatérica já movimenta, no Brasil, mais de US$ 384 milhões e deve ultrapassar US$ 527 milhões até 2030, consolidando o país como líder latino-americano nesse setor em plena ascensão.
SÃO PAULO | Como parte das comemorações pelos oito anos do data8, a série Brasil Prateado propõe um mergulho nos desafios, nas oportunidades e inovações ligados ao envelhecimento populacional, com especial atenção à realidade brasileira. Nesta quarta-feira, 30 de julho, às 11 horas, será lançado o relatório Economia Climatérica em uma live no YouTube. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://lu.ma/6rvn89bk
Produzido em parceria com a startup NoPausa, o relatório mostra como sintomas antes silenciados deram origem a um novo setor, que deve ultrapassar, globalmente, a marca de US$ 60 bilhões até 2026. Ondas de calor, insônia, alterações de humor e queda hormonal deixam de ser temas restritos ao consultório médico para ocupar lugar estratégico na economia do cuidado. A Economia Climatérica – que abrange menopausa, perimenopausa e pós-menopausa – tem potencial de projetar o Brasil como protagonista regional, com crescimento acelerado e mercado promissor.
Apesar do avanço, persistem lacunas: 57% das mulheres com útero 50+ não sabem o que é climatério e 77% associam a menopausa à finitude ou à perda de vitalidade. Apenas 20% dos ginecologistas têm formação específica sobre o tema, segundo o estudo. “Essa é uma fase da vida que afeta bilhões de pessoas no mundo, mas ainda cercada de tabus e negligência médica. O relatório mostra que existe uma grande oportunidade de inovação, acolhimento e impacto econômico a partir dessa agenda”, afirma Adriana de Queiroz, sócia-fundadora do data8 e coordenadora do levantamento.
Consumo ativo impulsiona novos mercados
O relatório também evidencia uma guinada no comportamento das mulheres brasileiras maduras: 67% realizam check-ups anuais, 46% tomam vitaminas específicas para sua faixa etária e 39% seguem dietas balanceadas. A busca por bem-estar físico, emocional e sexual tem acelerado setores como suplementação, cosméticos, dispositivos de saúde íntima e tecnologia vestível.
Cases das marcas Kindra, Womaness, Vichy, Joylux, Embr Wave e Peri demonstram a diversidade de soluções em ascensão – de skincare e nutricosméticos a sensores que monitoram sintomas em tempo real. A Economia Climatérica se afirma como parte da revolução da longevidade em curso. “Trata-se de reconhecer que o envelhecimento feminino é diverso, potente e economicamente estratégico. É também uma forma de combater o etarismo e promover um futuro mais inclusivo”, defende Adriana.
Um mercado bilionário ainda pouco explorado
- US$ 33 trilhões: tamanho estimado do mercado global de medicamentos para menopausa
- US$ 60 trilhões (2026): projeção para o mercado de cosméticos voltados a esse público
- US$ 20 mil: custo médio enfrentado por mulheres entre diagnósticos errados e tratamentos ineficazes
- US$ 500: impacto financeiro direto para uma mulher argentina ao deixar de menstruar
Nos Estados Unidos, as mulheres gastam mais com produtos ligados à menopausa e gravidez do que com qualquer outra categoria de saúde feminina. No Brasil, o cenário aponta para liderança regional até 2030 – com inovação, inclusão e potência econômica como palavras-chave.
DATA8 | Fundado por Clea Klouri e Layla Vallias, e tendo como sócias Lívia Hollerbach e Adriana de Queiroz, o data8 – junção de dados (data) e 8 (deitado, símbolo de infinito) – é pioneiro no Brasil e na América Latina nos estudos da Economia da Longevidade. Com o propósito de cocriar uma sociedade longeva mais inclusiva e próspera, o hub de pesquisa, tendência e inovação sobre a Economia da Longevidade produz, analisa e desvenda insights sobre os consumidores maduros (50 anos ou mais); realiza workshops e palestras sobre a temática; e conduz estudos e pesquisas especiais sobre o mercado da longevidade. Desde 2016, realiza os maiores e mais profundos estudos e pesquisas sobre o comportamento e os hábitos de consumo dos brasileiros com mais de 50 anos, revelando dados e insights valiosos. Com a maior base de dados de consumo 50+ da América Latina, o data8 cruza informações que refletem a diversidade na maturidade: gênero, idade (até 75+), raça, classe social, comportamento, hábitos de consumo e religião.








