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Enquanto a Black Friday não chega, a busca por ar-condicionado no Brasil já dispara, e especialistas se planejam para isso

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Dados públicos do Google Trends mostram que o interesse dos brasileiros por “ar-condicionado” no Google atingiu o maior patamar dos últimos cinco anos em dezembro de 2025, um mês depois do pico da Black Friday. Especialistas do varejo recomendam que quem já pretende comprar o aparelho considere antecipar a decisão em vez de esperar por uma data promocional.

O interesse por ar-condicionado no Google, medido pelo Google Trends, ferramenta que mostra o volume de busca dos usuários na maior plataforma de pesquisa do mundo, já sobe mais de 60% em outubro, um mês inteiro antes da Black Friday, na comparação com a média do inverno: de 28,5 pontos (escala de 0 a 100) em julho e agosto de 2025 para 46 pontos em outubro. A alta segue daí em diante, chegando a 58 pontos em novembro e ao recorde de cinco anos em dezembro, com 100 pontos. O padrão se repete todos os anos, inclusive em 2026, quando a série já voltou a subir a partir de julho, e reforça a recomendação de que o consumidor decidido a comprar não espere a Black Friday, evitando o período de maior pressão sobre estoque e prazos de instalação.

Uma sazonalidade que se repete todos os anos

Felipe Colombo, Gerente Executivo de Compras e Importação da Webcontinental, explica que esse ciclo se reflete na operação de todo o varejo do setor: “historicamente, observamos aceleração da procura conforme as temperaturas sobem, com maior concentração de demanda nos períodos mais quentes do ano”, afirma. Para ele, é justamente esse movimento que torna a antecipação vantajosa: “quem já tem intenção de compra e encontra uma boa oportunidade pode se beneficiar da antecipação, garantindo maior variedade de produtos e evitando períodos de maior concentração de demanda, quando prazos de entrega e instalação tendem a ficar mais pressionados.”

O especialista pondera ainda que não há garantia de preço melhor na Black Friday: toda a cadeia está pressionada por aumento de custos, e o varejo opera com margens historicamente baixas, cenário que pode até encarecer produtos até lá.

Estoque, logística e mudança no comportamento do consumidor

Diante desse ciclo, empresas especializadas em climatização e varejistas do setor costumam antecipar o planejamento de estoque e capacidade logística para sustentar os meses de pico. É o caso da Webcontinental: segundo Felipe Colombo, Gerente Executivo de Compras e Importação da rede, “a tendência é ampliar a capacidade de armazenagem e o inventário de itens estratégicos, para reduzir prazos de entrega”. A atenção costuma ser redobrada nessas categorias sazonais, já que muitos clientes dependem do recebimento rápido do produto para agendar a instalação com técnicos especializados.

Isso porque, segundo o especialista, o comportamento do consumidor muda nesses períodos: “o preço continua relevante, mas fatores como disponibilidade do produto e prazo de entrega passam a ter peso maior na decisão de compra”, especialmente em categorias como ar-condicionado, em que o consumidor costuma ter necessidade imediata de uso.

Para quem já decidiu pela compra, a recomendação é aproveitar a janela entre setembro e o início do calor mais intenso, sem apostar em uma promoção futura. “Antecipar a aquisição pode representar uma oportunidade de garantir preço competitivo, maior disponibilidade de estoque e entrega mais rápida, além de evitar a concentração de demanda típica dos períodos mais quentes”, conclui Colombo.

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