O resultado das eleições provocou um dos movimentos mais intensos do câmbio nos últimos anos. “Após semanas sustentado pelo carry trade e pelo otimismo com o trade eleitoral na casa dos R$ 5,00, a moeda sofreu uma reprecificação imediata de risco fiscal após o desfecho das urnas, enquanto o cenário externo segue exigente com juros americanos elevados”, comenta Jacques Zylbergeld, superintendente de câmbio do Banco Rendimento.
O dólar registrou a maior valorização diária frente ao real em 23 anos, e a B3 acionou o circuit breaker na Bolsa pela primeira vez desde a pandemia. Nesta quarta-feira (28), a moeda opera em correção parcial da alta, e as instituições financeiras divergem sobre os próximos meses, com projeções que vão de uma acomodação a novas altas. “A volatilidade recente reflete a reabertura do prêmio de risco no Brasil. O suporte da balança comercial e os juros locais altos continuam atuando como colchão, mas o câmbio agora cobra clareza sobre a trajetória da dívida pública e o compromisso fiscal do novo ciclo de governo”, finaliza.








