
Renda insuficiente é uma realidade, mas o que mais pesa é a falta de educação financeira
Guardar dinheiro não é nada fácil para a maioria dos brasileiros, uma combinação de fatores comportamentais, econômicos e sociais influenciam diretamente nas decisões, mas um dos principais motivos que torna essa missão ainda mais desafiadora é a falta de educação financeira.
“Grande parte da população brasileira tem pouco ou quase nenhum contato com informações sobre finanças pessoais e isso leva à decisões pouco conscientes sobre consumo, crédito e planejamento no longo prazo. Sem fazer ideia de como funcionam juros compostos, como organizar um orçamento ou a importância de ter uma reserva de emergência, muitas pessoas priorizam gastos imediatos e não adquirem nunca o hábito de poupar”, explica Adriana Ricci, especialista com 25 anos de experiência no mercado financeiro.
O estímulo constante ao consumo por meio da publicidade em massa, das redes sociais e de padrões culturais que vinculam o sucesso à posse de bens é outro fator a ser analisado. “As pessoas acabam gastando para acompanhar os outros ou para sentir uma satisfação momentânea e esse comportamento é facilitado pelo acesso ao crédito, como longos parcelamentos e cartões, que acabam mascarando o impacto real das compras no orçamento”, revela Adriana.
De fato, a renda da maioria dos brasileiros é bem apertada e boa parte do dinheiro é direcionada para as despesas básicas como alimentação, transporte e moradia, mas a organização também tem um peso enorme nessa história. Muitas pessoas não têm o hábito de acompanhar entradas e saídas, nem estabelecer metas financeiras e sem um objetivo claro — como a compra de um imóvel, uma viagem ou o sossego na aposentadoria — poupar parece algo abstrato e menos urgente do que resolver necessidades imediatas.
Por último, a influência emocional, que quase sempre também está ligada aos gastos. Quem nunca disse a frase “Hoje eu mereço” e usou o consumo como forma de compensação por frustrações, estresse ou ansiedade? “A recompensa de uma compra acaba ficando mais atraente porque é imediata, ao contrário do benefício de economizar para o futuro. A falta de autocontrole e o apelo emocional dificultam bastante”, reforça a profissional de finanças.
Já começou? Onde aplicar para que renda mais que a poupança?
Quem já conseguiu formar uma reserva e busca opções que rendam mais que a poupança, primeiro precisa abrir uma conta em um banco de investimentos, a grande maioria é gratuita e todo o procedimento é feito de forma on-line. Depois, deve responder ao questionário que avalia o perfil de investidor e a sugestão é considerar aplicações como Tesouro Direto (especialmente o Tesouro Selic), CDBs de bancos médios com rentabilidade acima de 100% do CDI e Fundos de Renda Fixa. “Essas modalidades oferecem baixo risco e liquidez – que é a possibilidade de resgate – semelhante à poupança, mas com retorno superior, desde que observadas taxas e prazos. No caso dos CDBs, ainda têm a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que protege investimentos de até 250 mil reais por instituição financeira”, finaliza Adriana Ricci, que também é assessora, fundadora e CEO da SHS Investimentos.
Sobre a especialista: Adriana Ricci é especialista em investimentos e tem 25 anos de atuação no mercado financeiro. Possui certificações pela Ancord como Assessora de Investimentos e pela Anbima no PQO, Programa de Qualificação Operacional da Bolsa de Valores, e CPA-20.
Bacharel em Administração e pós-graduada com MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria pela FGV.
Fundadora da SHS Investimentos, empresa que atua no mercado financeiro desde 2008 e possui 2 unidades com sede em São José dos Campos, SP. A SHS Investimentos é credenciada pelo BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina. @dricaricci @shsinvestimentos








