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Estudo revela perfil dos endividados brasileiro no primeiro semestre de 2024

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Conduzido pela Pagou Fácil, levantamento mostra  como anda a situação econômica do país

A plataforma Pagou Fácil, da Paschoalotto, realizou um levantamento no primeiro semestre de 2024, oferecendo uma análise abrangente e detalhada sobre o perfil dos endividados no país. Em um contexto de desafios macroeconômicos, com uma inflação persistente, aumento nas taxas de desemprego e impacto de eventos climáticos adversos, o estudo revela insights cruciais sobre a situação econômica atual e suas implicações para as estratégias financeiras de indivíduos e empresas.

Segundo os dados do estudo, houve um aumento relevante na proporção de pagamentos realizados por devedores através de negociações digitais. Em 2023, a média foi de 20,5%, enquanto no início de 2024 esse índice chegou a 29,5%. Além disso, no primeiro semestre de 2024, o valor médio das dívidas dos brasileiros cresceu 9,61%, enquanto o salário mínimo aumentou 8,45%. 

A taxa de desemprego foi de 7,9% no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2023. Adicionalmente, o estado do Rio Grande do Sul, afetado por enchentes, representa aproximadamente 3,95% das pessoas inadimplentes no Brasil.

Indicadores de inadimplência

A média de inadimplentes em 2023 foi de 70,93 milhões, subindo para 72,59 milhões em 2024, um aumento de 2,34%. Além disso, no ano passado, o valor médio das dívidas era de R$ 1.306,35, subindo para R$ 1.431,87 em 2024. O Rio de Janeiro lidera com 54,16% de inadimplentes, enquanto o Piauí tem a menor representatividade, com 35,90%. 

“A inflação persistente tem dificultado a recuperação econômica, afetando diretamente o comportamento de pagamento dos consumidores”, afirmou Diego Mosquim, Diretor de Planejamento da Paschoalotto.

Análise por segmento e gênero

A maioria das dívidas está concentrada em bancos e cartões de crédito (29,07%), seguidos por utilities(22,13%), financeiro (11,54%) e serviços (11,26%). A inadimplência é distribuída quase igualmente entre homens (49,7%) e mulheres (50,3%). 

A maior parte dos inadimplentes está na faixa etária de 41 a 60 anos, com 35,2%, seguida pelos grupos de 26 a 40 anos (34,2%), acima de 60 anos (18,9%) e, por último, aqueles com até 25 anos (11,8%). Os principais motivos de endividamento são salários atrasados (27,6%), endividamento (26,8%) e desemprego (15,4%).

Digitalização e recuperação de créditos

Em 2023, 20,5% das negociações de pagamento foram realizadas por canais digitais, número que subiu para 29,5% no início de 2024. “A adoção de canais digitais para negociações tem se mostrado uma ferramenta eficaz na recuperação de crédito, proporcionando maior comodidade e eficiência para os consumidores”, destacou Mosquim.

De acordo com Mosquim, a inadimplência no crédito para pessoas físicas está prevista para diminuir até o final de 2024, apesar da tendência de aumento das taxas de desemprego. 

“Esperamos uma melhoria gradual na inadimplência, impulsionada por estratégias mais eficazes de recuperação e pela adaptação dos consumidores ao cenário econômico atual”, finaliza.

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