Saúde

Exaustão emocional cresce entre brasileiros e acende alerta sobre saúde mental no dia a dia

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Conheça Poliene Rieger, especialista em Psicanálise que une arte, ciência e escuta no universo digital

Sentir-se cansado deixou de ser um sinal de esforço físico e passou a ser quase uma condição constante. Mesmo após uma boa noite de sono ou dias aparentemente tranquilos, muitas pessoas relatam um esgotamento persistente mental, emocional e até existencial. É a chamada exaustão silenciosa, um fenômeno cada vez mais presente nas conversas cotidianas e, principalmente, nas sessões de terapia.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking de países com mais casos de ansiedade no mundo, e a depressão já é uma das principais causas de afastamento do trabalho. Vivemos em um ritmo acelerado, cercados por estímulos, expectativas e cobranças — inclusive internas. E quando não damos conta de tudo, o cansaço aparece como sintoma de uma sobrecarga que não é apenas de tarefas, mas de sentidos.

Para a psicóloga e psicanalista Poliene Rieger, a exaustão moderna está profundamente ligada à ausência de escuta, de pausas verdadeiras e da constante tentativa de se encaixar em padrões inalcançáveis. “Você cresceu tentando adivinhar o que esperavam de você? Sorrir, agradar, dar conta de tudo… Isso tem um preço emocional alto. E às vezes, esse preço é o cansaço sem nome”, diz Poliene em um de seus vídeos recentes publicados no Instagram, onde vem se destacando pela forma sensível, simbólica e acessível com que aborda questões psíquicas.

Com mais de 15 anos de atuação na clínica e na docência, e atualmente doutoranda pela FGV com uma pesquisa sobre dopamina e tomada de decisões, Poliene tem se consolidado como uma das vozes mais relevantes quando o assunto é saúde mental. Mas seu trabalho vai além do consultório: no digital, ela cria conteúdos que dialogam com a arte, a literatura e o surrealismo, trazendo à tona reflexões profundas sobre o inconsciente humano — sempre com uma linguagem acolhedora e poética.

“A psicanálise pode ser poesia, pode ser lágrima, pode ser chá. Mas acima de tudo, ela pode ser a travessia que não precisa ser feita sozinha”, afirma a especialista. Essa travessia, segundo ela, não acontece apenas no espaço terapêutico tradicional. Pode começar também com um post, um vídeo, uma frase que faça sentido em meio ao caos do feed. E é exatamente isso que ela oferece: um lugar de pausa em meio à velocidade do mundo.

Entre seus projetos mais recentes está o grupo “Hora do Chá”, um espaço de escuta e partilha virtual, onde ela conduz encontros com quem deseja refletir sobre sua vida emocional de forma leve, profunda e coletiva. A proposta é simples, mas potente: criar tempo e espaço para olhar para dentro, sem pressa e sem julgamentos.

No Instagram, Poliene também compartilha trechos de suas vivências clínicas, conceitos psicanalíticos traduzidos de forma orgânica, e frases que ressoam em quem busca mais do que conselhos prontos. “Não ofereço respostas fáceis. Ofereço caminhos de escuta, beleza e coragem”, resume.

Essa coragem, inclusive, passa por admitir que estamos cansados — e que não há fraqueza nisso. Pelo contrário: reconhecer a exaustão é o primeiro passo para cuidar dela. Para Poliene, a solução não está em fazer mais, mas em sentir mais. Em dar nome ao que nos afeta, em pausar com consciência, em escutar o que o corpo e a mente vêm dizendo há muito tempo.

“Vivemos em busca de estímulos constantes. Estamos viciados em dopamina, mas famintos de sentido”, reflete a psicanalista, conectando sua pesquisa acadêmica com os dilemas reais do cotidiano.

Em tempos de exaustão generalizada, o trabalho de profissionais como Poliene Rieger se torna ainda mais essencial. Não apenas por oferecer ferramentas clínicas, mas por abrir um espaço de reflexão, afeto e arte. Um lembrete de que o cansaço não precisa ser solitário — e que, muitas vezes, ele é só o início de uma escuta mais honesta com nós mesmos.

Para conhecer mais sobre o trabalho da especialista, acesse: https://www.instagram.com/poliene_fsn_rieger?igsh=MWRlaDV4ZGo1ZnZudg%3D%3D&utm_source=qr

(Foto: Divulgação)

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