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Experiência: A alma da concepção de projetos que visam a transformação digital no varejo

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Colocar a experiência desde o início da criação de novos projeto de loja traz relevância para novas jornadas de consumo, diz especialista

POR: Digital Trix

O varejo é um setor que se destaca pelo seu dinamismo. A velocidade de mudança das tendências do consumo pede que o setor tenha um pé no acelerador para se atualizar e conseguir acompanhar os novos caminhos. A digitalização se tornou um grande desafio para as marcas, demandando a adoção de uma nova mentalidade direcionada para a experiência e colaboração.

Camila Salek, especialista em futuro do varejo e sócia-fundadora da Vimer Retail Experience, afirma que o mindset digital tem início muito antes de abordar a aplicação de novas tecnologias nas jornadas de consumo. “Antes de pensar na tecnologia envolvida, o foco é a experiência que está sendo ofertada. Depois exploramos a tecnologia como um meio para essa entrega”, explica.

Diante da forte demanda por novos projetos de jornadas de varejo ancorados a estratégia omnicanal, a fundadora da Vimer diz que cada vez mais busca-se trazer os princípios da era digital para a própria metodologia de desenvolvimento do projeto. “Temos construções mais colaborativas e iniciativas mais laboratoriais, nas quais fazemos experimentos junto com marca, sentando juntos na mesa de planejamento de estratégia e criação”.


A mudança da Chilli Beans
Uma das aplicações práticas dessa premissa pela Vimer está acontecendo por meio de um projeto desenvolvido para a marca Chilli Beans que será inaugurado no dia 10 de novembro. Com uma atuação bastante focada no varejo físico, a rede vem se desafiando a digitalizar sua jornada de consumo para melhorar a oferta de experiência ao consumidor.
Salek aponta que essa é uma demanda de milhares de varejistas e um desafio global para o setor, mas que é ainda mais complexo em casos como o da Chilli Beans. “É uma marca que tem necessidade de rentabilizar em escala, por contar com muitas lojas baseadas no sistema de franquias”.
Para desenvolver esse trabalho de levar o mindset digital para as lojas físicas, a Vimer decidiu trazer a experiência para a própria concepção do projeto de Loja 2.0 da Chilli Beans.

 

O ponto de partida foi a realização de um workshop colaborativo ministrado pela Vimer, envolvendo profissionais de diversas áreas e níveis da rede — desde a direção ao time de vendas, incluindo também Gustavo Menegazzo, que assina o projeto de arquitetura da Loja 2.0. “Os motivamos a trazerem suas perspectivas para pensar na inteligência dessa nova loja e o que, de fato, a Chilli Beans iria oferecer de experiência ao consumidor – muito antes de pensar em qual tecnologia aplicar”, conta.
Este processo ilustra a mudança cultural necessária para a transformação digital apontada pela especialista. “A experiência só é levada com verdade para o consumidor quando ela acontece com verdade também para quem faz parte do desenvolvimento desta experiência”, explica.
A intenção também é que todos os envolvidos e times integrados ao projeto possam validar o modelo de Loja 2.0, para que a sua implementação e recepção seja facilitada na ponta.
“A Chilli Beans é uma marca que tem sede de inovação. Nós revolucionamos o mercado de óculos escuros no Brasil ao trazer uma experiência de compra completamente diferente para esse setor. Agora, com um mundo em constante transformação, é muito bom contar com a expertise da Vimer para dar mais um passo nessa experiência, trazendo tecnologia e união do físico e do digital para o nosso ponto de venda”, afirma Caito Maia, fundador e CEO da empresa.
Retrofit em 2017
Em 2017, a Vimer já havia desenvolvido um projeto de retrofit para a Chilli Beans. “Revisamos toda a experiência de jornada em loja, comunicação visual e fixa, e foram feitas viradas de centenas de layouts, o que trouxe resultados comerciais tangíveis para a marca e suas franquias”, relata Camila.
Esta nova etapa de desenvolvimento de projeto em um curto espaço de tempo, traz um alerta importante para o mercado, na visão da especialista. “Precisamos investir em revisões de jornadas capazes de refletir novos comportamentos de consumo, o varejo é um jogo dinâmico e volátil, está sempre em movimento, mas boa parte das nossas lojas estão paradas no tempo”, conclui.

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