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Família brasileira transforma Copa do Mundo em expedição de motorhome pelos Estados Unidos

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Projeto transforma a Copa do Mundo de 2026 em série documental sobre experiências, convivência, torcida, estrada e as pequenas loucuras que só fazem sentido em família

Oito integrantes, quatro humanos, dois cães, dois gatos, um motorhome e uma Copa do Mundo no meio do caminho. Essa é a equação que Alexandre Slivnik decidiu colocar em prática nos Estados Unidos nas próximas semanas.

Morador de Orlando há 11 anos, com rotina intensa entre Estados Unidos e Brasil, para onde viaja cerca de 40 vezes por ano a trabalho, o especialista em experiência do cliente decidiu trocar a previsibilidade dos aeroportos por uma jornada de aproximadamente um mês e meio pelas estradas americanas para acompanhar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026.

Ao lado da esposa Tati, dos filhos Léo e Bia, dos cães Peppa e Buddy e dos gatos Mickey e Bella, Slivnik embarca na expedição Estrada da Magia rumo à Copa, projeto que transforma a experiência familiar em uma série documental de mais de 10 episódios sobre convivência, torcida, improviso, deslocamentos, experiência de clientes e os bastidores de acompanhar, sobre rodas, o maior evento esportivo do planeta.

A proposta pode soar como uma mistura improvável entre reality familiar, road trip e paixão nacional. E talvez seja exatamente isso. “Quando contamos a ideia, a primeira reação normalmente é rirem e perguntarem se enlouquecemos. Talvez tenha um pouco disso mesmo”, brinca Slivnik. “Mas a proposta é justamente viver algo memorável em família. A Copa tem esse poder de mobilizar emoção, pertencimento e histórias que ficam.”

O cronograma já está definido. O primeiro episódio será lançado em 1º de junho, o segundo em 8 de junho e o terceiro em 16 de junho. Depois disso, os conteúdos passam a ser publicados a cada dois ou três dias, acompanhando a trajetória da seleção brasileira no torneio, até o Brasil ser campeão ou encerrar sua participação.

A logística chama atenção não apenas pela dimensão esportiva, mas pelo componente doméstico da operação. Afinal, acompanhar a Copa já costuma ser emocionalmente intenso. Fazer isso dividindo um motorhome com filhos, cachorros, gatos, malas, quilômetros de estrada e diferentes níveis de ansiedade futebolística adiciona um ingrediente extra à experiência. “Vai ter torcida, bagunça, cansaço, improviso e provavelmente alguns momentos de caos. Faz parte. A ideia nunca foi criar uma viagem perfeita, mas uma experiência real”, afirma.

A Copa de 2026 será a maior da história da Fifa, com 48 seleções e partidas distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México, o que deve criar uma dinâmica inédita de deslocamento entre torcedores. Nesse ambiente, o turismo esportivo também ganha novos formatos, menos centrados em roteiros convencionais e mais conectados à experiência em si.

No caso de Slivnik, há ainda um repertório pouco comum. Ele foi o primeiro brasileiro a participar de uma experiência exclusiva ao lado do staff da Disney para conhecer os bastidores de todos os parques da companhia no mundo, viajando em avião da própria empresa. A vivência consolidou seu trabalho ligado à construção de experiências, atendimento e cultura organizacional.

Agora, a lógica muda. Sai a precisão quase coreografada da Disney, entra a imprevisibilidade das rodovias americanas durante o maior evento esportivo do planeta. “A Disney ensina muito sobre como experiências memoráveis são construídas. A estrada vai ensinar outra coisa, convivência, improviso e humanidade real”, diz.

Apesar do tom aventureiro, a decisão também carrega um recorte comportamental que explica parte do apelo da proposta. Em tempos de agendas fragmentadas, telas e relações aceleradas, experiências longas e compartilhadas em família se tornaram quase um contraponto cultural. “Hoje as pessoas acumulam compromissos, mas nem sempre acumulam memórias. Queremos construir isso juntos. Claro que no meio pode ter discussão por causa do ar-condicionado, do jogo ou de quem deixou alguma coisa fora do lugar. Isso também faz parte”, brinca.

Se a seleção brasileira avançar até a final, a família seguirá acompanhando a campanha até o último jogo. Se a eliminação vier antes, a jornada continua. Porque, nesse caso, a Copa parece ser apenas parte da história. O restante acontece na estrada.

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