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Feira gratuita Carioquíssima terá artesanatos e gastronomia de empreendedoras  atendidas pelo Instituto Dara 

Regiane - Créditos da foto: Divulgação

Regiane - Créditos da foto: Divulgação

Entidade é voltada ao atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica para acolhimento e atendimento multidisciplinar de combate à pobreza

A feira gratuita Carioquíssima, que acontecerá na Urca, Zona Sul, Carioca, nos dias 10, 11 e 12 de outubro, vai contar com gastronomia artesanato desenvolvido por mulheres atendidas pelo Instituto Dara, organização da sociedade civil se dedica a combater a pobreza de forma sistêmica e integrada, apoiando famílias em contextos de alta vulnerabilidade. Também pet friendly, o evento vai reunir moda e acessórios de marcas independentes, gastronomia variada, artesanato, arte urbana, flash tattoo, exposições e espaço kids. E as mulheres atendidas pelo Dara vão expor diversos itens, como brincos, turbantes, cordões, bolsas, doces e salgados. 

A exposição das empreendedoras na Carioquíssima materializa o aprendizado técnico oferecido pelo Instituto. Durante todo o ano, a entidade promove oficinas profissionalizantes de temas variados, como gastronomia e beleza, a fim de propiciar autoestima, independência financeira e inclusão social. E cinco atendidas compartilham suas histórias de superação na jornada entre a entrada no Instituto Dara e no universo do empreendedorismo profissional, destacando artesanato, impacto social, maternidade, moda, sustentabilidade, criatividade, autoestima, afro-brasilidade, economia solidária e geração de renda.

Rosangela, do atelier “Rosa & Adão”:

“Trabalho com tudo que o couro me permite fazer. Bolsas, porta-cartão e pensando em sustentabilidade, confecciono brincos, anéis, pulseiras, cordão com o que sobra, cada peça conta uma história. Na infância, ia para Minas Gerais e meu avô tinha um curtume,  onde eu brincava, e gostava de ver os arreios,  os trançados, tudo em couro. Em 2019, resolvi ser empreendedora, tirei o meu MEI e, para homenagear meu avô Adão, coloquei o nome do Atelier Rosa & Adão. Em 2026, perdi minha casa, fiquei na casa de outras pessoas e uma assistente social me encaminhou ao Instituto Dara, onde fui muito bem recebida, com respeito,  cuidado e carinho. Nunca imaginei que existisse uma instituição com cada departamento e cuidado. Estava muito frágil e só,  mas o Dara me mostrou que podem surgir oportunidades para seguir em frente. Até de alimentação eles cuidam  e, por ser celíaca,  mensalmente, ganho um lanche sem glúten. Tenho muita gratidão por essa instituição”. 

Sônia Maria de Oliveira, do “Belos tons favela”:

“Vendo bolsas e nécessaires com reaproveitamento de tecidos, faço moda criativa. Minha história começou quando precisei de ter renda para criar meus filhos. E o Instituto Dara me ajudou na recuperação da minha autoconfiança, no que eu já sabia fazer. Estava com uma depressão e sem ânimo para empreender e, com a ajuda psicológica e dos cursos, voltei ao empreendedorismo. O que torna o meu trabalho diferente é que me inspiro na minha comunidade e uso a minha criatividade para criar pinturas exclusivas nas bolsas. Meu objetivo é conseguir gerar renda para suprir minhas necessidades e da minha neta. Levarei em torno de uns 100 produtos. Cada bolsa e nécessaire é criada à mão, com carinho, criatividade e identidade. Meu trabalho como artesã transforma tecidos e pinturas em peças únicas, inspiradas na Comunidade Santa Marta, onde a beleza da favela encontra o cenário inesquecível do Cristo Redentor. Cada desenho representa um pouco da nossa cultura, da nossa paisagem e da força de quem cria e empreende dentro da comunidade. Feito à mão no Santa Marta, RJ. Uma peça artesanal. Uma história. Um pedacinho do Rio para levar com você”.

Regiane dos Santos Alves, da EstiloRegis:

“Sou empreendedora e artesã à frente de uma marca de acessórios e bolsas afro-brasileiras sustentáveis, que une artesanato, sustentabilidade, identidade e impacto social. Meu trabalho nasceu do artesanato e da vontade de transformar tecidos e materiais que seriam descartados em peças únicas, cheias de estilo, conforto e significado. Produzo brincos, turbantes, cordões e bolsas, utilizando principalmente tecidos reaproveitados e outros materiais, a fim de valorizar a sustentabilidade e a economia solidária. Mais do que criar acessórios, meu propósito é resgatar a autoestima das mulheres, mostrando que cada uma pode expressar sua beleza e seu estilo de uma forma única”.

Márcia da Silva Machado, da Morena Summer Confeitaria:

“Sou formada em técnica  de enfermagem e radiologia. Produzo sorvetes artesanais, salgados e doces. Minha história  na confeitaria começou com o nascimento  da minha filha Ana Carolina, que hoje  tem seis anos de idade. Após o nascimento dela, tive que trocar  de profissão por conta da sua saúde (asma e anemia falciforme). Foi quando, em uma dessas  internações do hospital,  me encaminharam  para o instituto Dara, onde comecei  a aprender  vários cursos com os custos  e passagem  pagas. Com isso, só  teria que estar lá  para aprender e, além dos cursos, recebi também  vários  atendimentos  humanizados. Além  de aprender  as oficinas, os próprios  funcionários do Dara compravam os nossos  produtos  e, assim, eles nos davam  força  e coragem  para começar  a vender, e continuo vendendo  até  hoje para eles. O meu objetivo é continuar ajudando a minha família, ter a minha própria loja e fazer a minha faculdade  de gastronomia”. 

Renata da Silva Luiz Muniz, da Eurenatadoces:

Produzo doces e salgados. Meu trabalho começou na pandemia e, depois de uma internação muito difícil da minha filha, fui encaminhada para o instituto Dara, onde me aperfeiçoei como doceira onde, o que me ajudou muito a me encontrar. O que torna meu meu trabalho especial é o amor pelo que faço e a dedicação ao meu trabalho.  Levarei pra feira doces e salgados Meu Instagram é Eurenatadoces”. 

Método-Dara: atuação contínua e integrada

O Instituto Dara trabalha com uma tecnologia social pioneira criada para combater a pobreza e promover a saúde e o desenvolvimento humano, o Método-Dara. Sua filosofia central é que a pobreza é multidimensional e, portanto, a solução deve ser multidisciplinar e simultânea: a família só alcança a autonomia e a saída da vulnerabilidade se todos os seus vetores forem atacados ao mesmo tempo – saúde, educação, moradia, geração de renda e cidadania. 

O processo do Método-Dara dura em média dois anos, em que as famílias deixam de ser beneficiárias passivas para se tornarem protagonistas do seu próprio desenvolvimento. Seu impacto é comprovado cientificamente por avaliações como a da Universidade de Georgetown, que indicou redução de 86% nas reinternações hospitalares de crianças e a duplicação da renda familiar em um período de três a cinco anos. 

Dados corroboram sucesso institucional

Números de 2026 referentes a 62 famílias atendidas pelo Instituto traduzem o êxito do trabalho realizado. Após cerca de dois anos de acompanhamento, a renda média triplicou; 30% superaram a linha da pobreza; 75% saíram da insegurança alimentar grave; 67% das crianças e adolescentes voltaram para a escola; 33% melhoraram as condições de moradia; e 63% reduziram o estresse emocional. 

“Como a pobreza é multidimensional, o atendimento multidisciplinar do Instituto Dara vai no cerne da inclusão social das famílias em vulnerabilidade atendidas. Quando a intervenção é estruturada e centrada na família, a mudança acontece. Em 35 anos de atuação, impactamos diretamente mais de 100 mil pessoas e indiretamente mais de um milhão. Mais do que números, são histórias de dignidade, acesso e novas oportunidades. Transformar realidades exige estratégia, acompanhamento e olhar para a família como protagonista da mudança. E esses resultados mostram que é possível romper ciclos de pobreza”, destaca a presidente do Instituto Dara, Vera Cordeiro.

Para mais informações, acesse https://dara.org.br/  e @instituto.dara. 

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