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Fim da jornada 6×1 promete melhoria na qualidade de vida do trabalhador e exige reorganização financeira das empresas

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Proposta garante maior descanso aos trabalhadores e demandará uma reorganização de escalas e horários

O fim da escala 6×1 está em discussão no Congresso Nacional e propõe a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas sem corte salarial, mantendo direitos consolidados como 13º, férias e vale-transporte. A medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convívio familiar. Apesar dos impactos sociais positivos, a mudança pode elevar os custos para as empresas e gerar possíveis impactos como aumento da informalidade e o risco de demissões.

O advogado trabalhista Lucas Aguiar avalia que a nova regra traz a possibilidade de ampliação do período de folga e, para atender essa exigência, as empresas precisarão reorganizar suas operações e adotar um planejamento estratégico mais rigoroso. “Esse novo cenário pode exigir a contratação de novos funcionários ou o pagamento de horas extras para manter a produtividade e o atendimento. Muitas empresas terão que revisar totalmente suas escalas e reorganizar o fluxo de trabalho para se adequarem”, prevê.

Lucas Aguiar - Créditos da foto: Divulgação
Lucas Aguiar – Créditos da foto: Divulgação

Aguiar explica que a jornada 6×1 deverá abranger trabalhadores que, em uma semana, trabalham seis dias e folgam apenas um. “Esse modelo é mais comum nos setores da indústria, hotelaria, hospitais e comércio em geral. Do ponto de vista do trabalhador, a medida é vista como uma forma de garantir maior qualidade de vida, já que a jornada 6×1 é considerada exaustiva. O desafio é conseguir reduzir a quantidade de horas trabalhadas sem impactar os resultados, a gestão e a saúde financeira das empresas”, observa.

O advogado ressalta que, caso seja alterada a jornada para 36 horas semanais, demandará uma ampla discussão sobre a implantação das novas escalas de trabalho entre empresários e sindicatos. “É um segundo passo importante que será definir se os dias de folga serão alternados ou coincidirão com fins de semana. Esses detalhes só deverão ser acertados após aprovação da legislação e para alguns setores poderão ser implantadas regras específicas para garantir que não sejam interrompidas totalmente suas atividades”, sublinha.

Aguiar enfatiza que o principal desafio da mudança na jornada de trabalho é garantir a permanência dos direitos dos trabalhadores sem prejudicar a sustentabilidade das empresas. “É uma proposta que moderniza as relações de trabalho, podendo reduzir o estresse e até mesmo acidentes laborais,  promovendo um maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No entanto, a mudança precisa acontecer de forma equilibrada, garantindo direitos já consolidados dos trabalhadores sem comprometer a produtividade e a saúde financeira das empresas”, completa.

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