Empresa de tecnologia combina acompanhamento, saúde mental, bem-estar físico e educação financeira para profissionais internos e alocados
A Gateware, empresa de tecnologia com matriz em Curitiba, mantém uma política de cuidado integral voltada aos colaboradores que atuam internamente e aos profissionais alocados em clientes pelo Brasil, bem como prestadores de serviços. Esse modelo combina acompanhamento das áreas de Pessoas & Cultura e Experiência do Cliente, apoio psicológico, ações de saúde emocional, iniciativas de qualidade de vida, incentivo à atividade física, valorização da saúde nutricional e orientações relacionadas à saúde financeira.
Com a entrada em vigor da nova redação da NR-1, as organizações se viram obrigadas a aumentar a atenção para fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, como sobrecarga, assédio, estresse ocupacional, baixa autonomia, conflitos internos, falhas de comunicação e burnout. A norma exige que esses elementos sejam considerados no gerenciamento de riscos ocupacionais e no programa de gerenciamento de riscos, com medidas de prevenção, responsáveis, prazos e acompanhamento.
Na Gateware, esse cuidado aparece logo no processo seletivo, mesmo antes de as novas regras passarem a valer. Segundo Taline Klinguelfus, Gerente de Marketing e Pessoas & Cultura, a avaliação observa competências comportamentais relevantes para a área de tecnologia, como adaptação, autogestão, comunicação, e capacidade de atuar em diferentes ambientes corporativos. A análise ganha importância porque parte da operação envolve alocação de profissionais em clientes, contexto que exige preparo técnico e habilidade para lidar com culturas organizacionais variadas. “A saúde mental precisa estar presente em todos os momentos do trabalho, de forma prática, com escuta ativa, apoio, acompanhamento, incentivo e encaminhamento quando necessário”, afirma Taline.
Após a contratação, a empresa acompanha o colaborador por meio de onboarding, contatos periódicos, apoio do Buddy Gateware e atuação de Business Partners. Esse fluxo ajuda a identificar sinais de sobrecarga, dificuldade de adaptação, queda de engajamento, ruídos de comunicação, conflitos de gestão e necessidade de suporte especializado.
De acordo com Taline, o acompanhamento dos profissionais alocados precisa considerar a experiência dentro do cliente e a relação com a equipe da Gateware. Essa leitura permite avaliar como demandas, prazos, formatos de liderança e integração com times externos afetam desempenho, bem-estar e permanência. “Quem trabalha alocado pode estar exposto a rotinas, metas e formas de gestão diferentes, por isso o contato precisa ser frequente e próximo”, explica.
Ações com foco em saúde mental
Entre as ações voltadas à saúde emocional, a Gateware mantém o programa Para, Respira e Não Pira, com orientações sobre autocuidado, inteligência emocional e manejo de situações de pressão. A companhia também realiza encontros com profissionais da área da saúde, além de oferecer uma trilha dedicada à cuidados com o bem-estar na plataforma Gate of Learning.
A empresa ainda disponibiliza parceria com psicólogos para atendimento online, com valor acessível e sigilo. Taline explica que a confidencialidade reduz barreiras comuns no ambiente corporativo, como receio de exposição, dificuldade de agenda e resistência em buscar ajuda. “Oferecer apoio psicológico de forma discreta ajuda o colaborador a procurar suporte antes que uma situação se agrave”, diz.
A prevenção também inclui saúde física e financeira. A Gateware promove iniciativas como o Movimenta Gateware, voltado à prevenção do sedentarismo, qualidade de vida no trabalho remoto e adequação do ambiente doméstico para a rotina profissional. Além disso, oferece parcerias com nutricionistas e benefícios como TotalPass e SESC PR para colaboradores CLT.
Segundo Taline, essa abordagem parte da compreensão de que preocupações financeiras, dores físicas, cansaço constante e sofrimento emocional interferem em concentração, tomada de decisão, relacionamento com colegas e qualidade das entregas.
“Um problema financeiro, físico ou emocional pode impactar diretamente o desempenho profissional, por isso o acompanhamento precisa considerar a pessoa em sua rotina completa”, pontua.
Com a NR-1 em vigor, práticas de escuta, registros de acompanhamento e capacitação de lideranças passam a ter maior peso para compliance, governança de pessoas e mitigação de passivos trabalhistas. A norma reforça que as empresas devem observar as condições em que o trabalho acontece, incluindo demanda, autonomia, suporte, reconhecimento, clareza de papéis e qualidade das relações.
Atração e retenção
No setor de tecnologia, o tema também influencia atração e retenção de talentos. Profissionais especializados avaliam remuneração, desafios técnicos, flexibilidade, cultura e qualidade da gestão antes de permanecer ou aceitar uma oportunidade. A Gateware recebeu pela quinta vez a certificação Great Place to Work e também conquistou o selo Great People Mental Health, reconhecimento associado a ambientes psicologicamente seguros.
Taline avalia que a gestão de riscos psicossociais tende a ocupar espaço crescente nas decisões de RH e liderança. Para ela, o desafio envolve transformar relatos individuais e indicadores de afastamento em medidas concretas sobre carga de trabalho, comunicação, apoio aos times e desenvolvimento de gestores.
“Mapear riscos psicossociais exige olhar para a forma como o trabalho acontece no dia a dia, porque é ali que aparecem sinais de sobrecarga, isolamento, conflito ou falta de suporte”, analisa.
Com ações integradas em saúde mental, física e financeira, a Gateware busca reduzir afastamentos, fortalecer a permanência de profissionais e melhorar a previsibilidade das entregas em projetos de tecnologia. Para a empresa, o cuidado com pessoas vai além da integração da gestão de riscos, com a operação de alocação e com a competitividade em um mercado que depende de especialistas qualificados.








