Saúde

Gestão e Bastidores: Impasse institucional movimenta diretoria e conselho do Grupo Trasmontano

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Com questionamentos sobre procedimentos e convocações, caso envolvendo a presidência segue em análise pelas esferas legais.

Uma intensa guerra de bastidores pelo controle de um dos maiores grupos de saúde de São Paulo acaba de vazar dos gabinetes para o conhecimento público. Documentos e relatos obtidos pela reportagem revelam a trama para afastar o Presidente Executivo do Grupo Trasmontano, Fernando José Moredo, gestor que comanda a instituição há três décadas.

O estopim do conflito interno, segundo fontes que acompanham o caso de perto, teria sido o rompimento com uma advogada do setor jurídico da própria casa. Após ter um pedido negado para assumir uma vaga de conselheira vitalícia, a profissional teria comprado uma briga pessoal que desencadeou uma ofensiva contra o executivo.

Sem a instauração prévia de processo administrativo e com base em acusações verbais sem provas materiais, o conselho promoveu o afastamento sumário de Moredo, homem responsável por pegar o grupo falido em 1995, renegociar dívidas e incorporar ativos de peso, como o Hospital IGESP.

O que a ala opositora não esperava era a reação jurídica. O executivo acionou o advogado Dr. Miguel Dante Machado, que apresentou uma forte fundamentação baseada no Estatuto Social e no artigo 59 do Código Civil.

A redação teve acesso à decisão monocrática do Presidente da Assembleia Geral, Júlio Miranda, que reconheceu a ilegalidade do ato e anulou o afastamento, reconduzindo Fernando Moredo imediatamente ao cargo.

“A tentativa de afastamento sumário atropelou o Estatuto Social e as garantias do devido processo legal. A decisão da Assembleia Geral restaurou a legalidade e a soberania da instituição, mostrando que manobras de gabinete não se sobrepõem às regras do grupo”, confirmou o Dr. Miguel Dante Machado à reportagem.

Mesmo após a derrota formal, o grupo opositor partiu para uma nova manobra nos bastidores. Informações apuradas indicam que foi convocada uma “assembleia fantasma” de forma velada, por meio de um edital discreto em jornal, sem citação ostensiva ao nome de Moredo ou de seus patronos legais.

Realizada longe dos holofotes, a reunião paralela serviu para forçar um novo afastamento da presidência, atropelando a decisão da própria Assembleia Geral.

A disputa, no entanto, ultrapassou os limites corporativos. Foi instaurado um inquérito policial para apurar crimes contra a honra, bem como outros delitos que começaram a emergir no decorrer das apurações. O Ministério Público também será oficiado para acompanhar os desdobramentos.

À frente da estratégia criminal da defesa, o advogado Dr. Miguel Silva confirmou o endurecimento das medidas:

“Tomaremos todas as medidas cabíveis na esfera penal, tendo em vista a enorme gravidade das falsas alegações, das ameaças, entre outros delitos”, declarou o Dr. Miguel Silva.

O clima nos bastidores do Grupo Trasmontano é de pura tensão, enquanto novos desdobramentos judiciais prometem vir à tona nos próximos dias.

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