Segurança

Golpe do Desenrola: “O problema não é o Pix: os golpes estão cada vez mais sofisticados porque exploram o comportamento humano”, diz COO da Akua

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Entre julho de 2024 e julho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo meios de pagamento digitais

O novo golpe que utiliza o programa Desenrola Brasil para atrair consumidores interessados em renegociar dívidas chama a atenção para o avanço da engenharia social no ambiente digital. Segundo a Kaspersky, mais de 60 domínios falsos já foram identificados utilizando o nome do programa. As páginas fraudulentas reproduzem elementos visuais de canais oficiais, exibem dados pessoais reais, como nome, CPF e data de nascimento, e simulam atendimentos individualizados por meio de mensagens, áudios e vídeos para convencer as vítimas a realizar pagamentos via Pix. Entre julho de 2024 e julho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo meios de pagamento digitais, acumulando prejuízos estimados em quase R$ 29 bilhões, segundo levantamento do Instituto Datafolha em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“O Pix é uma infraestrutura segura. O problema não está no sistema de pagamentos, mas no fato de que os golpes estão cada vez mais sofisticados e exploram o comportamento humano. Os criminosos utilizam informações pessoais reais, reproduzem ambientes conhecidos e simulam interações legítimas para gerar confiança. Eles já não precisam invadir uma conta: buscam convencer a própria vítima a autorizar a transferência. Esse é o verdadeiro desafio da engenharia social”, afirma Rodrigo Rodrigues, COO e cofundador da Akua.

A tendência é que esse cenário se torne ainda mais desafiador com a incorporação da inteligência artificial aos golpes digitais. Ferramentas capazes de gerar mensagens personalizadas, automatizar conversas, criar conteúdos multimídia e adaptar abordagens em tempo real aumentam o potencial de escala e a capacidade de persuasão dos criminosos. Em resposta, bancos, fintechs e empresas vêm ampliando os investimentos em sistemas de monitoramento baseados em inteligência artificial, autenticação inteligente e análise comportamental. Para o setor, o desafio dos próximos anos será combinar tecnologia, educação financeira e mecanismos de prevenção cada vez mais sofisticados para fortalecer a segurança dos pagamentos digitais sem comprometer a experiência dos usuários.

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