Imóveis

Habitare realiza primeira operação de financiamento imobiliário via blockchain e crowdfunding do país

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Com contratos 100% tokenizados e autoexecutáveis, construtora pioneira no modelo estima reduzir em até 70% os custos operacionais da operação

A Habitare, incorporadora imobiliária especializada em empreendimentos de smart living e wellness, estruturou uma operação em conjunto com a OPEA e sua vertical de tecnologia NexuGrid Technology (NGT) para emitir um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) de até R$ 25 milhões via crowdfunding na plataforma INCO. A companhia é a primeira do setor a ter financiamento imobiliário via blockchain e crowdfunding, com o smart contract sendo utilizado como garantia da operação.

A primeira rodada, no valor de R$3 milhões, foi captada em tempo recorde, com menos de 9 horas, refletindo o diferencial e aderência do mercado a esse tipo de operação após a Resolução CVM 88, que prevê o uso de investimentos coletivos para distribuição do CRI.

A tokenização da Habitare difere do padrão, que costuma apenas registrar documentos em PDF na blockchain. A empresa utiliza o modelo de “recebíveis chipados” da NGT, em que os contratos de compra e venda já nascem nativamente como smart contracts — contratos inteligentes e autoexecutáveis utilizados como garantia da operação. O sistema orquestra toda a vida financeira do contrato: emite boletos, realiza conciliações bancárias e, em caso de inadimplência, aciona negativações no Serasa e protestos em cartório de forma autônoma, sem intervenção humana. 

Essa tecnologia pioneira tem sido aplicada em dois empreendimentos da Habitare que somam mais de 160 milhões de VGV. Com o risco da operação mitigado pela automação total da carteira, a Habitare garante uma redução expressiva no seu custo de captação, acessando taxas mais atrativas que as do financiamento padrão e permitindo manter o ritmo acelerado de obras e lançamentos sem depender das oscilações dos grandes bancos.

“Para nós, a tecnologia não é um acessório de marketing, mas sim uma infraestrutura invisível que gera eficiência para a vida real. Ao adotarmos os contratos inteligentes desde o primeiro dia, entregamos uma governança de dados incontestável para os investidores e consolidamos a Habitare como uma plataforma institucional transparente”, afirma Roberto Coutinho, CEO da Habitare.

Vitor Mello, head da área de Imobiliário da Opea, explica que a operação é notável por suas frentes de inovação: a adequação à Resolução CVM 88 para investimentos coletivos e o uso de tokenização para as garantias/lastro. “A operação demonstra a capacidade da Opea em inovar e trazer canais de distribuição diferenciados para os parceiros, de acordo com as necessidades e objetivos específicos de cada um”. 

“Além disso, a gestão e autoexecução desse tipo de contrato é feita de maneira segura, ágil e eficiente, com todos os eventos registrados em tempo real na blockchain, o que gera uma trilha de informações e registros altamente transparente, rastreável e auditável durante todo o ciclo de vida da operação”, detalha Mello.

O movimento ocorre em um momento econômico decisivo, com a poupança registrando uma fuga de capital de R$ 23,5 bilhões apenas em janeiro de 2026 e o mercado de crowdfunding de investimentos atingindo quase R$ 4 bilhões captados, em 2025, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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