Com campanhas feitas em até 7 dias, tecnologia já aumenta conversão em até 20% e viabiliza escala inédita para marcas
Produzir uma campanha de moda completa em até sete dias, reduzir custos em até 80% e aumentar em até 20% a taxa de conversão no e-commerce já é uma realidade para marcas atendidas pela TEOS – The End of Shooting, empresa especializada na criação de campanhas com inteligência artificial e direção humana. Parte do Grupo SMART, a companhia já produziu mais de 300 mil peças nos últimos meses e atende marcas como Ipanema, Via Uno, Melissa, Piccadilly, Cantão e Farm, consolidando um novo modelo de produção criativa no Brasil.
Na prática, a proposta substitui o modelo tradicional de shooting, que pode levar de quatro a oito semanas, envolve equipes numerosas, locações e altos custos logísticos, por uma operação 100% digital, capaz de gerar campanhas completas, com múltiplas variações de cenário, modelo e produto em poucos dias. Enquanto no formato convencional cada nova coleção ou cor exige uma nova produção, a inteligência artificial permite criar e adaptar versões em questão de horas, ampliando significativamente a escala sem elevar proporcionalmente o investimento.
Segundo Eduardo Schuler, sócio-fundador e CEO da TEOS, a mudança vai além da eficiência operacional e impacta diretamente a estratégia das marcas. “Quando você reduz drasticamente o tempo e o custo, deixa de escolher uma única narrativa e passa a testar várias. Isso muda a lógica da comunicação, porque permite acompanhar o ritmo do mercado e responder mais rápido ao comportamento do consumidor”, afirma.
O avanço acompanha um movimento mais amplo da indústria da moda e da publicidade, que passa a incorporar inteligência artificial para acelerar ciclos de criação e distribuição de conteúdo. Em um cenário em que velocidade, consistência estética e volume de produção são fatores decisivos de competitividade, soluções digitais ganham espaço ao reduzir a dependência de estruturas físicas e permitir maior controle sobre branding e execução.
Os impactos já aparecem de forma concreta. Em projetos de e-commerce, clientes da TEOS registraram aumento de até 20% na taxa de conversão ao adotar imagens geradas com IA em formato de still humanizado, que valoriza melhor os produtos. Em termos de escala, a empresa realizou entregas consideradas inviáveis no modelo tradicional, como a produção de 887 imagens em apenas três dias, além de ultrapassar a marca de 300 mil peças criadas com inteligência artificial em poucos meses.
Outro diferencial está na flexibilidade criativa. Com o novo modelo, marcas conseguem desenvolver campanhas simultâneas, adaptar conteúdos para diferentes canais e públicos e testar abordagens diversas sem a necessidade de novas produções físicas. Esse ganho reposiciona a criação de campanhas como uma alavanca estratégica de negócio, e não apenas como uma etapa operacional.
Além dos impactos em custo e escala, o modelo também reduz significativamente a necessidade de deslocamentos, uso de estúdios e consumo de recursos físicos, contribuindo para operações mais sustentáveis dentro da cadeia de produção de moda.
Para Schuler, o diferencial está na combinação entre tecnologia e direção criativa. “A inteligência artificial amplia possibilidades, mas é a curadoria humana que garante consistência, desejo e construção de marca. O que estamos vendo não é só uma otimização de processo, mas uma mudança estrutural na forma como a moda cria e se comunica”, conclui.








