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Imóveis exclusivos se destacam em cenário saturado

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Créditos da foto: Divulgação
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Produtos repetitivos e de menor valor agregado limitam o potencial de valorização, enquanto empreendimentos exclusivos seguem com desempenho acima da média do setor

Uma análise recente do mercado imobiliário aponta que empreendimentos de alto padrão têm se destacado pela estabilidade e rentabilidade superiores quando comparados aos aos chamados “apartamentos genéricos”, que se multiplicam nas grandes cidades. Dados recentes da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) indicam que o mercado imobiliário segue em expansão, com destaque para o segmento de médio e alto padrão. Em São Paulo, no primeiro quadrimestre de 2025, o Valor Geral de Vendas (VGV) desse segmento cresceu 112% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto os lançamentos tiveram alta de 40%, superando a média do mercado.

Esse cenário, embora represente dinamismo no setor, também evidencia a concentração de lançamentos com características repetitivas e foco em volume. Empreendimentos com alto número de unidades, metragem reduzida e diferenciação limitada tendem a perder atratividade e potencial de valorização ao longo do tempo Em contrapartida, projetos voltados ao público de maior poder aquisitivo mantêm indicadores de rentabilidade mais sólidos e consistentes.

Imóveis de alto padrão costumam ser construídos em regiões mais consolidadas, com menor disponibilidade de terrenos e maior infraestrutura urbana, o que influencia diretamente na estabilidade do preço por metro quadrado. Além disso, empreendimentos com menor densidade, arquitetura autoral e posicionamento restritivo em termos de perfil de comprador tendem a preservar liquidez  mesmo em ciclos de retração.

“O que parece acessível no início pode gerar perda de valor com o tempo. A alta densidade, os acabamentos simplificados e a pouca diferenciação desses produtos comprometem a experiência de moradia e afetam a percepção de valor do ativo”, afirmou Jorge Cury, CEO da UMÃ Incorporadora.

Outro ponto de atenção é o impacto de modelos como o aluguel por temporada. Embora possam ser atraentes a determinados perfis de investidor, esses imóveis estão mais sujeitos à instabilidade regulatória e à oscilação da demanda turística, o que representa risco adicional. 

Por outro lado, imóveis de alto padrão, com projetos arquitetônicos diferenciados, menos unidades e foco em localização estratégica, tendem a se valorizar mesmo em momentos de pressão do setor. “Quando o imóvel é único, ele não compete por preço. Ele cria valor por escassez, por desejo e por permanência”, destacou Jorge Cury.

Outro fator relevante é a estratégia de comercialização. Enquanto imóveis genéricos são vendidos em massa, projetos mais exclusivos operam com curadoria e ritmo próprio, o que reduz a exposição ao risco e aumenta o ticket médio de venda.

A consolidação dessa tendência aponta para uma mudança no entendimento sobre o investimento imobiliário. Mais do que buscar rentabilidade rápida, o comprador passa a valorizar atributos como exclusividade, baixa rotatividade e durabilidade da renda gerada pelo ativo.

Sobre a UMÃ Incorporadora

A UMÃ Incorporadora atua no setor imobiliário com propostas que integram arte, design, cultura e experiência urbana. Seus projetos valorizam a relação entre o espaço construído e as formas de convivência, buscando ressignificar o modo de habitar as cidades. A empresa desenvolve empreendimentos com identidade própria, desde o conceito arquitetônico até os processos de entrega e pós-venda. Com foco em soluções autorais e processos colaborativos, a UMÃ aposta em parcerias com artistas, arquitetos e curadores para construir espaços que promovam conexões humanas. Com o lançamento do selo “Compromisso com o Brasil”, a empresa estabelece uma nova frente de atuação, voltada ao apoio direto a causas sociais e culturais.

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