Finanças

Imposto de Renda 2026: 7 erros que travam sua restituição e como evitá-los

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Prazo termina em 29 de maio e organização antecipada é a melhor forma de evitar o atraso no pagamento da restituição e as multas da malha fina

O prazo de entrega do Imposto de Renda referente à 2025, que inicia em 23 de março e tem prazo máximo até 29 de maio, recoloca em evidência um problema recorrente entre contribuintes brasileiros: erros simples que resultam na retenção de declarações na malha fina. Em 2024, cerca de 1,4 milhão de declarações ficaram retidas, segundo dados da Receita Federal, sendo a maioria por inconsistências em informações de rendimentos, deduções e dependentes.

A tributarista Maynara Fogaça, especialista em gestão tributária, afirma que a maior parte dos problemas poderia ser evitada com organização prévia e atenção aos detalhes. “A malha fina não está ligada apenas a grandes omissões. Pequenos erros de digitação, divergências entre fontes pagadoras e deduções mal comprovadas já são suficientes para gerar retenção”, diz.

Segundo ela, o avanço do cruzamento de dados pela Receita tornou o processo mais rigoroso. Informações declaradas pelo contribuinte são automaticamente comparadas com dados de empresas, bancos, planos de saúde e instituições financeiras. “Hoje, a Receita trabalha com tecnologia e dados em tempo real. Isso reduz a margem de erro e aumenta a chance de inconsistências serem identificadas rapidamente”, afirma.

Para evitar erros e reduzir as chances de cair na malha fina, Mayara Fogaça lista os principais cuidados que devem ser adotados antes e durante o preenchimento da declaração:

  1. Organizar toda a documentação com antecedência: Reunir informes de rendimentos, comprovantes médicos, recibos de educação, contratos e documentos de bens evita omissões e preenchimentos incorretos. “O erro começa quando o contribuinte declara sem ter todas as informações em mãos”, afirma.
  2. Conferir os dados com os informes das fontes pagadoras: Comparar os valores declarados com os informes enviados por empresas, bancos e instituições financeiras é essencial para evitar divergências.
  3. Redobrar a atenção com despesas médicas: Verificar se os gastos são realmente dedutíveis e manter comprovantes válidos. Despesas sem documentação adequada são uma das principais causas de retenção.
  4. Declarar corretamente dependentes e seus rendimentos: Incluir dependentes exige informar também todos os rendimentos vinculados a eles. Omissões nesse ponto costumam gerar inconsistências.
  5. Evitar duplicidade de informações: Não declarar o mesmo dependente em mais de uma declaração e garantir que despesas não sejam lançadas em duplicidade.
  6. Revisar todas as informações antes do envio: Uma checagem final pode identificar erros de digitação, valores inconsistentes ou campos incompletos.
  7. Considerar apoio especializado em casos mais complexos: Situações que envolvem múltiplas fontes de renda, investimentos ou patrimônio exigem maior atenção técnica. “Declarar imposto não é apenas preencher um formulário. É um processo técnico que exige conhecimento das regras”, diz Maynara.

A tributarista ressalta que cair na malha fina não significa necessariamente irregularidade grave, mas pode gerar transtornos, atrasos na restituição e necessidade de comprovação documental. “Evitar a malha fina é uma questão de organização e responsabilidade. Com cuidado, é possível declarar corretamente e evitar dores de cabeça”, conclui.

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