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Inadimplência no Brasil atinge 78,2 milhões de pessoas e soma R$ 482 bilhões

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Créditos da foto: Divulgação
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Relatório da Paschoalotto aponta alta de 0,37% no número de devedores em agosto e crescimento das negociações digitais, que já representam 31% do total

O mês de agosto trouxe sinais de alerta para a economia brasileira: o número de inadimplentes voltou a subir, o desemprego dá sinais de retomada e o valor das dívidas continua em alta. É o que revela o novo relatório elaborado pela plataforma Pagou Fácil, da Paschoalotto, que acompanha de perto o comportamento dos consumidores e as tendências macroeconômicas.

De acordo com os dados, o país já soma 78,2 milhões de inadimplentes, o que representa alta de 0,37% em relação a junho. O valor total das dívidas alcançou R$ 482 bilhões, um crescimento de 1,18% no mesmo período, com ticket médio de R$ 1.570,17. A inadimplência mantém-se equilibrada entre os gêneros – 49,6% homens e 50,4% mulheres e atinge principalmente consumidores de 26 a 40 anos e de 41 a 60 anos.

No mapa nacional, o Amapá aparece com o maior índice de inadimplência, atingindo 64,02% da população adulta, enquanto Santa Catarina registra o menor percentual, com 37,91%. No consolidado, 47,93% da população adulta brasileira está inadimplente. As principais razões apontadas para o atraso nos pagamentos são atraso de salários ou rendimentos (42,3%), seguido de endividamento excessivo (21,1%) e desemprego (19,8%).

Entre os tipos de dívida mais recorrentes, destacam-se bancos e cartões de crédito (27,3%), contas básicas como água, luz e gás (20,6%), financeiras (19,5%) e serviços como TV e internet (11,9%). 

“Os dados refletem o impacto do cenário econômico no orçamento familiar. O aumento do desemprego, somado à inflação e à perda de renda, contribui para o avanço da inadimplência no país. Nossa missão é antecipar esses movimentos e criar soluções que facilitem a regularização financeira do consumidor”, afirma Diego Martins Mosquim, diretor de Planejamento e Qualidade da Paschoalotto.

Digitalização muda o relacionamento com o devedor

O relatório destaca ainda a transformação digital do setor de recuperação de crédito. Em 2023, apenas 20,5% das negociações eram feitas por meios digitais, já em 2025, esse índice já chega a 31%. “Esse avanço mostra que o consumidor está mais aberto a soluções digitais, que trazem rapidez, conveniência e autonomia para regularizar pendências financeiras. É uma mudança estrutural no relacionamento entre credor e devedor”, complementa Mosquim.

No campo macroeconômico, a taxa de desemprego caiu para 5,6% em julho, menor nível da série histórica da PNAD Contínua, mas as projeções indicam aumento gradual até o fim de 2025, o que deve pressionar ainda mais a inadimplência. No cenário externo, o mercado aposta na Selic estável em 15% ao ano no curto prazo, com redução para 12,25% até 2026, em linha com os cortes previstos nos juros norte-americanos. As expectativas incluem ainda a valorização do real frente ao dólar, crescimento de 2,28% do PIB e inflação de 4,79% em 2025.

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