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Inadimplência: Pesquisa revela que mulheres priorizam quitar dívidas atrasadas e os homens focam em não se endividar

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Estudo do Pagou Fácil mapeia o comportamento financeiro por gênero e identifica alta de até 83% nas buscas por soluções financeiras pela internet

Em 2026 o cenário financeiro das famílias brasileiras continua sendo desafiador. Segundo dados do Banco Central, o endividamento das famílias alcançou 49,9% da renda, enquanto o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas atingiu o maior nível desde 2005.

Diante desse contexto, aumentou o interesse dos consumidores por alternativas para regularizar a vida financeira e recuperar o acesso ao crédito. No entanto, a forma como essa busca acontece varia entre homens e mulheres, revelando diferenças importantes no comportamento digital e na maneira como cada gênero busca soluções para reorganizar as finanças.

*Interesses diferentes entre os gêneros*

Um levantamento recente do Pagou Fácil, plataforma de negociação de dívidas da Paschoalotto, mapeou dados de pesquisas no Google, Google Notícias e Google Shopping entre julho de 2025 e maio de 2026 para entender como homens e mulheres buscam por “inadimplente” e “endividado”.

O resultado da pesquisa mostra uma divisão clara: as mulheres pesquisam proporcionalmente mais sobre inadimplência, enquanto os homens se concentram mais no tema do endividamento em si. No período analisado, as buscas gerais por “endividamento” cresceram 83%, e as por “inadimplência” subiram 22%.

De acordo com Geovanni Borsetto, Superintendente de Marketing & Comunicação do Pagou Fácil, esse comportamento deixa claro que as mulheres, por estarem mais à frente da gestão do orçamento doméstico, tendem a procurar soluções já quando as contas estão atrasadas. Já os homens parecem se preocupar mais cedo, pesquisando sobre o volume geral de compromissos financeiros antes que isso vire de fato uma pendência não paga.

*O contexto por trás dos números*

Esse padrão de comportamento tem relação com mudanças na estrutura familiar brasileira. Segundo a Fundação Getulio Vargas, mais de 41 milhões de domicílios no país são hoje chefiados por mulheres — elas são as principais responsáveis financeiras em mais da metade dos lares brasileiros.

Isso acontece em paralelo a uma desigualdade salarial persistente. Três em cada quatro mulheres ocupadas recebem até dois salários mínimos, proporção bem maior que a observada entre os homens. Como reflexo disso, elas também estão mais presentes entre os inadimplentes: cerca de 36% das mulheres têm o nome negativado, contra 30% dos homens.

*Endividamento e inadimplência não são a mesma coisa*

Apesar de os termos serem usados como sinônimos no dia a dia, eles representam situações diferentes. Estar endividado significa ter compromissos assumidos — financiamentos, empréstimos, parcelamentos — que ainda estão sendo pagos em dia. A inadimplência é um estágio mais grave: acontece quando esses pagamentos deixam de ser feitos no prazo, abrindo espaço para juros, multas e restrição de crédito.

“Essa diferença importa na hora de agir. Quem está apenas endividado, mas em dia, ainda consegue reorganizar o orçamento de forma preventiva. Já quem está inadimplente precisa negociar diretamente com credores para renegociar dívidas, reduzir encargos e recuperar o nome”, afirma Geovanni.

O endividamento não afeta só o bolso: o acúmulo de contas costuma gerar ansiedade, estresse e insônia, tornando ainda mais difícil colocar as finanças em ordem.

*Por onde começar a sair do endividamento*

Para Geovanni, a recuperação da saúde financeira começa pela organização. “O primeiro passo é fazer um diagnóstico completo da situação, mapeando todas as fontes de renda, despesas fixas e dívidas. A partir desse levantamento, é possível identificar onde ajustar o orçamento e definir prioridades, especialmente em relação às dívidas com juros mais elevados”, explica o executivo.

O especialista destaca ainda que reduzir gastos não essenciais e evitar assumir novos compromissos financeiros enquanto as contas não estiverem equilibradas são medidas fundamentais para interromper o ciclo do endividamento. “Também é importante procurar bancos, financeiras e demais credores para negociar condições de pagamento compatíveis com a realidade financeira do consumidor. Com planejamento, disciplina e acordos sustentáveis, é possível reorganizar as finanças e retomar o controle do orçamento”, conclui Geovanni.

Manter esse controle de forma constante, e não só em momentos de crise, é o que garante saúde financeira no longo prazo, ajuda a recuperar o score de crédito e reduz o risco de reincidência na inadimplência.

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