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Inflação ainda preocupa e região Sudeste está menos otimista para o segundo semestre, avalia pesquisa RADAR FEBRABAN

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Divulgação
Antonio Lavareda
Divulgação Antonio Lavareda

Expectativa de que a vida familiar irá melhorar em 2025 caiu de 74% em março para 61% em junho entre a população

A preocupação com a inflação e o aumento do custo de vida está um pouco menor, mas ainda assim continua afetando o morador da região Sudeste. Essa tendência se junta a outros dados que fazem com que a expectativa de que a vida familiar irá melhorar no segundo semestre deste ano também caia.

Essa é uma das principais conclusões da nova edição da Pesquisa RADAR FEBRABAN, realizada entre os dias 12 a 20 de junho de 2025 com 2 mil pessoas, no Sudeste e nas demais regiões do país.

Entre a população do Sudeste, a percepção de que os preços estão em elevação, que atingira um pico de 89% em março, caiu para 85% em junho, um recuo de quatro pontos percentuais.

A maior parte dos entrevistados (76%) também avalia que os preços altos estão impactando seu poder de compra de alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico. Esses são os itens em primeiro lugar na avaliação dos entrevistados. Em segundo lugar está o preço dos combustíveis (31%), seguido pelos gastos com saúde e medicamentos (28%).

Otimismo para o segundo semestre – levantamento mostra que a expectativa de que a vida familiar irá melhorar ainda no segundo semestre de 2025 é majoritária, porém caiu de 74% em março para 61% em junho (recuo de 13 pontos percentuais). No recorte geral, o Sudeste é a terceira região mais otimista do país, perdendo apenas para o Norte (74% de índice de otimismo) e Nordeste (66%) e sendo seguida por Centro-Oeste (60%) e Sul (57%).

Para o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, que realiza trimestralmente a pesquisa RADAR FEBRABAN, houve um conjunto de notícias negativas nos últimos meses que continua afetando o humor da população. “No segundo trimestre tivemos aumento da taxa básica de juros para 15%, os descontos indevidos nas contas dos aposentados, o crédito ficou mais caro, houve alta na energia elétrica e nos custos de habitação”, aponta ele.

A Pesquisa RADAR FEBRABAN é realizada trimestralmente pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e mapeia a percepção e expectativa da sociedade sobre a vida, aspectos da economia e prioridades para o país.

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