Saúde

Mais que hemodiálise: Fundação Pró-Rim soma 73,2 mil sessões nos sete primeiros meses de 2026

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No Dia Nacional da Diálise, fundação que está perto de completar 40 anos, destaca o atendimento pelo SUS, as unidades em Santa Catarina e no Tocantins, o apoio social e a equipe multiprofissional voltada à saúde renal.


A Fundação Pró-Rim realizou 73.211 sessões de hemodiálise de janeiro a julho deste ano nas unidades que mantém em Santa Catarina e no Tocantins. Os dados atualizados ganham destaque nesta quinta-feira, 27 de agosto, quando se comemora o Dia Nacional da Diálise.


A data foi criada pela Lei nº 14.650, sancionada em agosto de 2023, e é celebrada na última quinta-feira de agosto. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento dialítico.
Nos sete primeiros meses de 2026, foram utilizados 18.999 dialisadores. As sessões ocorreram em Joinville, São Bento do Sul e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e em Palmas e Gurupi, no Tocantins.


Uma terapia que acompanha a vida
A diálise é indicada quando os rins precisam de apoio para realizar funções essenciais do organismo, entre elas filtrar o sangue, retirar o excesso de líquido e eliminar substâncias que precisam sair do corpo. Na hemodiálise, o sangue passa por um circuito até o dialisador, conhecido como rim artificial, onde a filtragem é realizada de forma controlada.

Créditos da Foto: Divulgação
Créditos da Foto: Divulgação


A Fundação Pró-Rim também oferece diálise peritoneal, atendimento à DRC conservador (estágios 4 e 5) e acompanha pacientes em preparação para o transplante renal ou no período posterior à cirurgia. A assistência inclui consultas médicas, enfermagem, nutrição, psicologia, serviço social, exames laboratoriais, procedimentos cirúrgicos e alimentação aos pacientes.
A diretora clínica da Fundação Pró-Rim, Dra. Marina de Almeida Abritta Hanauer (CRM-SC 15178 e RQE 16510), nefrologista, explica que a diálise exige acompanhamento constante e a atuação integrada de diferentes especialidades.


“Cada paciente tem uma trajetória, uma rotina e necessidades específicas. A diálise exige segurança, acompanhamento técnico e uma equipe preparada para oferecer cuidado integral, acolhimento e orientação em todas as etapas do tratamento”, afirma.


O tamanho da rede
Em 2025, a Fundação Pró-Rim registrou 348.403 atendimentos, dos quais 99,71% foram realizados pelo SUS. Entre os principais procedimentos assistenciais do período estão 126.316 sessões de hemodiálise.


O Relatório Anual de Atividades e Balanço de Impacto 2025 traz ainda 20.810 consultas médicas, 18.700 consultas de enfermagem em hemodiálise, 157.467 exames laboratoriais e 137.319 refeições servidas aos pacientes. Somam-se a esses indicadores 7.720 atendimentos de psicologia, 5.957 de nutrição e 3.473 do serviço social.


“O ano de 2025 atestou, mais uma vez, o que já consta na gênese desta importante instituição: salvar vidas em tudo o que fazemos”, escreve o presidente da Fundação Pró-Rim, Maycon Truppel Machado, no relatório.


A Fundação mantém seis clínicas: Joinville, São Bento do Sul, Balneário Camboriú e Palhoça, em Santa Catarina; Palmas e Gurupi, no Tocantins. Nas duas clínicas tocantinenses, o atendimento é integralmente destinado ao SUS.
No acumulado até julho de 2026, entre as cinco unidades com produção informada, Palmas aparece à frente em número de sessões, com 26.559. Em seguida estão Balneário Camboriú, com 21.484; Joinville, com 12.868; Gurupi, com 10.069; e São Bento do Sul, com 2.231.


Um cuidado que vai além da sessão
O acompanhamento de quem faz diálise abrange muito mais do que o tempo na máquina. Ao lado da equipe multiprofissional, a Fundação mantém ações sociais voltadas aos pacientes e às suas famílias.
Em 2025, o Voluntariado entregou 1.295 cestas básicas, 131 cobertores e 546 peças de roupas e acessórios. Na campanha Natal Solidário, foram distribuídos 1.639 panetones aos pacientes das unidades.
Em 2026, até julho, a Fundação registrou a distribuição de 766 cestas básicas e 98 cobertores.


Palhoça e os transplantes
A unidade mais nova da Fundação está em Palhoça, na Grande Florianópolis. Inaugurada no fim de 2025, a estrutura possui 1.100 metros quadrados e capacidade para até 3.100 sessões de hemodiálise por mês, com atendimento destinado ao SUS. A unidade está em fase de preparação para o início dos atendimentos.
“Tivemos a felicidade de expandir a Pró-Rim levando atendimento à demanda que até então estava reprimida na Grande Florianópolis”, afirma Maycon Truppel Machado no Relatório Anual de 2025.


Além das clínicas de diálise, a Pró-Rim atua em transplante renal e prevenção em todo o país. Até o fim de 2025, a instituição chegou a 2.109 transplantes renais realizados em sua história, sendo 77 procedimentos no último ano.


De uma máquina a seis clínicas
Tudo começou em 1987, em Joinville, com uma máquina de hemodiálise instalada no Hospital Municipal São José. Os fundadores, os nefrologistas José Aluísio Vieira e Hercílio Alexandre da Luz Filho, recordam o início da instituição como “duas folhas que compunham o estatuto deste sonho”.
Quase 40 anos depois, a Fundação reúne assistência, prevenção, transplante renal, educação, pesquisa e apoio social. No Dia Nacional da Diálise, a Pró-Rim destaca que cada sessão representa acesso ao cuidado especializado e a continuidade do tratamento para milhares de pacientes.

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