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Mercado de lajes corporativas do Rio de Janeiro tem forte absorção no 3º trimestre, mas avanço ainda é pontual, esclarece Cushman & Wakefield

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Mercado de Escritórios do Rio de Janeiro
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Movimento do setor de saúde impulsiona desempenho, enquanto preços seguem em trajetória de alta moderada e vacância recua para 26,5%

O mercado de escritórios corporativos de alto padrão do Rio de Janeiro registrou um dos melhores desempenhos recentes no terceiro trimestre de 2025, com absorção líquida de 43.542 m² e queda expressiva na taxa de vacância, que passou para 26,54%. Os dados são da nova edição do Market Beat de Escritórios do Rio de Janeiro, produzido pela Cushman & Wakefield, referência global em serviços imobiliários corporativos.

Apesar do resultado positivo, a consultoria alerta que o avanço do trimestre foi concentrado em um único movimento atípico, a ocupação integral de um edifício na região da Cidade Nova por uma grande empresa do setor de saúde, que sozinha respondeu por mais de 80% da absorção líquida no período, cerca de 35,5 mil m². “O desempenho é expressivo, mas não deve ser interpretado como uma recuperação generalizada do mercado”, destaca Dennys Andrade, Head de Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield.

Cidade Nova puxa retomada e registra forte queda na vacância

Com esse contrato, a Cidade Nova foi o destaque do trimestre, registrando redução de 14,9 pontos percentuais na taxa de vacância, que encerrou o período em 49,4%. O Centro e a Barra da Tijuca também apresentaram absorção positiva, de 3.618 m² e 1.679 m², respectivamente, indicando estabilidade em regiões que vêm demonstrando resiliência e maior interesse por parte de empresas de serviços e energia.

Já áreas como Orla, Porto e Zona Sul permaneceram praticamente estáveis, com pequenas devoluções de espaços ou movimentação restrita. A Orla, contudo, mantém-se como o mercado mais consolidado da cidade, com apenas 6,17% de vacância.

Preços mantêm alta moderada, com valorização em regiões consolidadas

O preço pedido médio subiu para R$ 79,68/m²/mês, um aumento de 2,3% sobre o trimestre anterior e quase 4% em relação ao mesmo período de 2024. A Zona Sul continua com os aluguéis mais altos da capital, estabilizados em R$ 160,00/m²/mês, seguida pela Orla, que apresentou forte valorização para R$ 97,77/m²/mês.

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