Imóveis

Mercado imobiliário deve ganhar ritmo em 2026 com juros menores e fortalecimento do Minha Casa, Minha Vida

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Programas habitacionais e crédito mais acessível impulsionam expectativa de aquecimento do setor

O mercado imobiliário brasileiro deve ganhar ritmo acelerado em 2026, impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e estruturais que favorecem a retomada das vendas. A expectativa de redução da taxa básica de juros, aliada à ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), cria um cenário mais favorável para a aquisição da casa própria, especialmente entre famílias de baixa e média renda. 

De acordo com analistas consultados pelo Banco Central, a taxa Selic pode encerrar 2026 próxima de 12%, refletindo um ambiente de maior estabilidade econômica e controle da inflação. Esse movimento tende a reduzir o custo do crédito imobiliário e aumentar a capacidade de financiamento das famílias, reativando compradores que haviam adiado a decisão de compra. 

Ao mesmo tempo, o setor já demonstra sinais de aquecimento. Projeções de mercado indicam crescimento consistente nas vendas imobiliárias, que já vinham em alta nos últimos anos e devem seguir avançando em 2026, com destaque para o segmento econômico, responsável por grande parte da demanda. Nesse contexto, o Minha Casa, Minha Vida segue como principal motor do setor. As recentes mudanças propostas para o programa, que preveem a ampliação dos tetos das faixas 1 e 2 do MCMV e, se confirmadas, devem ampliar o acesso à moradia. 

Para Paulo Antônio Kucher, vice-presidente comercial da Lyx Participações e Empreendimentos, o momento é de retomada gradual, com bases mais sólidas. “A combinação entre juros em queda e programas habitacionais fortalecidos cria um ambiente muito mais favorável para o comprador. Existe uma demanda represada importante, que tende a voltar ao mercado à medida que o financiamento se torna mais acessível”, afirma. 

Segundo ele, o protagonismo do Minha Casa, Minha Vida deve se intensificar nos próximos anos. “O programa continua sendo a principal porta de entrada para a casa própria no Brasil. Com subsídios, taxas reduzidas e regras mais flexíveis, ele permite que famílias que antes estavam fora do mercado consigam viabilizar a compra”, explica. 

No Paraná, esse cenário é reforçado pelo Casa Fácil Paraná, que complementa os benefícios federais com subsídios estaduais para a entrada do imóvel. A combinação entre os programas tem ampliado significativamente o número de compradores aptos a financiar um imóvel, especialmente na Região Metropolitana de Curitiba. 

Outro fator que contribui para a aceleração das vendas é a perspectiva de oferta mais ajustada à demanda. Com a retomada gradual dos lançamentos e o aumento da procura, a tendência é de manutenção da valorização dos imóveis, especialmente em regiões metropolitanas e cidades com forte crescimento populacional. 

Para o setor, 2026 deve consolidar um novo ciclo de crescimento, com maior participação de compradores de primeira viagem e protagonismo dos programas habitacionais. “O mercado volta a ganhar tração com mais consistência. Quem aguardava melhores condições encontra agora uma janela mais favorável para comprar”, conclui Kucher. 

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