Marketing

Metaverso e a influência no marketing: onde, como e quando criar ações no ambiente virtual imersivo

3 Mins read

VP Growth da MATH, Marcel Ghiraldini explica o que as marcas precisam saber e como podem entrar neste ambiente virtual imersivo

POR: PINEPR

Há meses uma palavra ganhou as páginas dos jornais e portais, mesas de podcast e as mais variadas rodas de conversa: metaverso. Mas, afinal, o que é e porque as marcas devem estar atentas a essa buzzword?

 

O ponto de partida é simples: unir os mundos real e virtual. O metaverso traz um ambiente virtual imersivo, coletivo e hiper-realista, onde as pessoas podem conviver usando avatares customizados em 3D. Mas vai além: na privacidade, o metaverso pode ser baseado em blockchain, tornando-se mais seguro; no poder computacional, os sistemas podem ser baseados em nuvem; e na usabilidade, podem existir diversos metaversos de várias empresas e desenvolvedores, dando espaço à personalização e tirando o poder (e monopólio) de grandes instituições.

 

Este cenário, inclusive, nos transporta para universos cinematográficos, como o filme Matrix ou então para os jogos que foram febre nos anos 2000, como The Sims e Second Life.

 

E o marketing, onde entra?

 

Para Marcel Ghiraldini, VP Growth da MATH, holding de empresas que melhoram as relações entre marcas e pessoas, é possível adequar a realidade para que as vendas, através do marketing, aumentem. “O case do Ifood no metaverso é genial. Eles implantaram em um jogo alguns entregadores e possibilitaram ao gamer conquistar cupons de desconto para atrair as pessoas para o ambiente real. Porém, pelo alto valor das ações, ainda não se sabe como é o retorno de branding, porque ainda há poucas pessoas por lá”, pontua o empreendedor.
Sem contar que cada ambiente tem sua própria regra e isso pode afetar diretamente as ações de marketing.
Marcas como Adidas, Gucci e Zara têm criado coleções de roupas que só existem na internet e só podem ser usadas por avatares. Ao mesmo tempo, itens como iates virtuais têm sido vendidos por milhões de reais e terrenos digitais batem recordes o tempo todo, movimentando centenas de milhões de dólares. Um exemplo que está em alta no momento são as NFTs, sigla em inglês para non-fungible token, que são ativos digitais (tokens) que não podem ser copiados ou repetidos, gerando uma exclusividade nas imagens e servindo como investimento, visto que elas se valorizam com o passar do tempo.

 

O jogador de futebol, Neymar, adquiriu a obra da coleção Bored Ape Yacht Club e é o único detentor do trabalho autêntico do autor, podendo vender a obra nos próximos anos, por um valor maior do que gastou, cerca de R$ 6 milhões. Além da experiência virtual, suas NFTs servem como uma espécie de como um cartão de membro do Yacht Club, dando acesso a benefícios exclusivos.

 

“Ainda é difícil dizer se o metaverso é uma tendência de curto ou longo prazo. Por enquanto, não temos dados suficientes que confirmem a força dessa tendência, então, se não temos uma certeza, não podemos garantir resultados”, explica Marcel Ghiraldini.

 

Público e desconexão

 

O que acontece com o metaverso caso ocorra uma desconexão? Assim como não foi previsto viver uma pandemia, não é aconselhável apostar todas fichas no ambiente virtual, por causa do fator surpresa. “Precisamos saber o que leva as pessoas a emergirem nessa tecnologia e entender o público presente nela. Dessa forma, é possível desmistificar o que há por lá e, só assim, criar ações de marketing que deem resultados em vendas”, explica o VP Growth da MATH.

 

De acordo com o executivo, a atuação no metaverso deve ser em busca de alcance de frequência de contato com os usuários. “Por mais que esse ambiente afete o relacionamento entre as pessoas, por causa da falta de expressão facial, é preciso traçar uma estratégia como fazemos na vida real: se a ação de marketing é criada para uma mídia paga, é preciso estudar a plataforma e ditar caminhos compatíveis com seus objetivos e negócios”, afirma.

 

Sobre a MATH:

MATH é a união das marcas: MATH MKT, MATH ADS, MATH CRM e MATH TECH. Todas as unidades estão a serviço das relações entre marcas e pessoas com o intuito de oferecer resultados melhores e mais rápidos por meio das ciências exatas. A holding combina experiência, equipe, tecnologia e processos testados em mais de 200 marcas e impacta milhões de pessoas em 20 países para decodificar desafios. Dessa forma, otimiza a estrutura de dados das empresas, ativos e mídias digitais e ciclos de marketing e vendas para acelerar o crescimento. Mais informações na página da MATH.

Related posts
Marketing

Meta lança AI Mode: quais os impactos ao marketing corporativo?

2 Mins read
Por Renato Sobrinho A forma como as pessoas encontram informações na internet está passando por uma nova transformação. Depois de décadas em…
LuxoMarketing

Antes de ser sinônimo de luxo, Rolex foi um experimento de marketing

1 Mins read
Por David Bydlowski, CEO da Rosh Você sabe qual foi um dos primeiros testes de naming da história? Provavelmente a Rolex, em…
Marketing

Quando a bola para, a mídia acelera: a Copa como gatilho para o real-time marketing

4 Mins read
Fernanda Acacio* Há algum tempo o mercado opera com uma premissa que já não se sustenta, mas que ainda persiste: a ideia…