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Mudanças no Minha Casa Minha Vida podem incluir 6,3 milhões de brasileiros no programa e impulsionar mercado imobiliário

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Proposta precisa passar pelo crivo do Conselho Curador do FGTS, que se reúne no próximo dia 24 de março

O estudo do governo federal para ampliar as faixas de renda e os valores máximos de imóveis financiados pelo programa Minha Casa Minha Vida pode ampliar significativamente o acesso à moradia no país e trazer novos estímulos ao mercado imobiliário. A estimativa do setor é que as mudanças possam incluir cerca de 6,3 milhões de brasileiros no programa, aumentando o universo de famílias aptas a financiar a casa própria.

A proposta em análise, que ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, prevê ajustes tanto no limite de renda das famílias quanto no valor máximo dos imóveis enquadrados nas diferentes faixas do programa. Na prática, a combinação das duas medidas pode ampliar o número de compradores elegíveis e também de empreendimentos que passam a se enquadrar nas regras do programa habitacional. A próxima reunião do Conselho está marcada para 24 de março.

Para Romeu Braga Neto, sócio-fundador e CEO da Rev³, incorporadora especializada em moradia popular em São Paulo, a mudança tende a fortalecer um dos segmentos mais relevantes do mercado imobiliário brasileiro.

“Não se trata apenas de aumentar a renda das faixas. Também há a atualização dos valores máximos dos imóveis. Essa combinação permite que mais famílias e mais empreendimentos passem a se enquadrar no programa, ampliando o alcance do Minha Casa Minha Vida”, afirma.

Segundo o executivo, embora possa parecer que o aumento do teto dos imóveis encareça o programa, o efeito prático tende a ser justamente o contrário: ampliar a oferta e a capacidade de produção do setor.

“Isso amplia a oferta de unidades elegíveis e o número de compradores possíveis. É um ganha-ganha: mais pessoas conseguem acessar o financiamento e o mercado ganha escala para produzir moradia”, diz.

De acordo com Braga Neto, o impacto também pode ser relevante para a atividade econômica do setor, especialmente em um cenário de juros elevados.

“É uma decisão que injeta energia no mercado imobiliário. O setor responde com lançamento de projetos, geração de empregos e movimentação da economia”, afirma.

Nos últimos anos, o Minha Casa Minha Vida consolidou-se como um dos principais motores do segmento de habitação econômica no Brasil, respondendo por uma parcela relevante dos lançamentos e vendas de imóveis no país.

Caso aprovadas, as mudanças podem ampliar o alcance do programa justamente em um momento em que o acesso ao crédito imobiliário se torna mais restrito para parte da população devido ao custo do financiamento.

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