Saúde

Neurônios-espelho: fenômeno explica comoção em massa com morte de artistas como se fosse alguém íntimo

2 Mins read

A trágica morte de Marília Mendonça deixou o Brasil despedaçado. Não só os fãs mais afoitos, mas até mesmo quem já ouviu falar dela ou já escutou as músicas da cantora em algum momento, sentiu uma carga emocional com a partida precoce da artista como se fosse a perda alguém de seu convívio. Tal reação ainda não é compreendida em sua totalidade por muita gente quando expressada a seguinte frase: “parece que é com alguém da minha família”. A psicóloga Maria Rafart então explica didaticamente o fenômeno chamado Neurônios-espelho, o responsável por impactar o emocional das pessoas diretamente quando algo bom ou ruim acontece com seus ídolos.

“Uma descoberta relativamente recente, de apenas uma década atrás, correlaciona o fenômeno da estreita relação de ídolos com seus fãs com os chamados neurônios-espelho. A profunda identificação dos fãs com seus ídolos se dá não somente em razão das qualidades que ele possui, e que os fãs admiram de desejariam ter – é uma relação ainda mais profunda.
Os seres humanos são tão acostumados a se identificar uns com os outros pelos neurônios-espelho, que qualquer um de nós sabe, por exemplo, se uma pessoa desconhecida na rua está triste ou não. Da mesma forma, se vemos alguém nas redes sociais fazer o unboxing de um produto, podemos desejar fazer a mesma coisa, tal a identificação que é desencadeada. Os magos do neuromarketing se utilizam muito dessas técnicas ao contratar os próprios famosos para mostrar produtos que os fãs compram quase que instantaneamente.
Com a grande força das redes sociais, os fãs se tornam íntimos de seus ídolos – conhecem, além da sua carreira, sua família, sua casa, sua rotina – e dessa forma, sentem-se mais íntimos deles. Através da identificação inicial, os fãs são levados à empatia – e aí entram em ação os neurônios-espelho. O grande impacto emocional chega a causar nos fãs descargas de dopamina – isso torna mais aguda a identificação, e até a imitação.
Além da dimensão do entretenimento, a dimensão pessoal pesa muito na identificação de um fã com seu ídolo. O fã passa a sentir, a experimentar, tudo o que acontece com seu ídolo. Fica feliz com o nascimento de um filho, como se fosse um parente seu. E chora a sua morte, como se ele fosse um parente muito próximo. Daí a grande comoção causada pela morte de um ídolo: é como se fosse alguém da família que tivesse partido.”

Related posts
Saúde

Mais que hemodiálise: Fundação Pró-Rim soma 73,2 mil sessões nos sete primeiros meses de 2026

3 Mins read
No Dia Nacional da Diálise, fundação que está perto de completar 40 anos, destaca o atendimento pelo SUS, as unidades em Santa…
SaúdeTecnologia

Foto do prato, cálculo de proteína e treino no celular: como a IA entra na rotina de quem busca mais controle sobre a saúde

2 Mins read
HerbaFit 2.0, modernizado pela Quality Digital, concentra inteligência artificial e dados para acompanhar alimentação, atividade física e hábitos em 15 países da América Latina Registrar uma refeição, acompanhar…
Saúde

ANS amplia a cobertura de mamografia digital nos planos de saúde com a inclusão de pacientes acima de 70 anos

2 Mins read
Resultado de discussões que envolveram a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e outras entidades médicas importantes, a exclusão da Diretriz de Utilização…