Com potencial de gerar R$ 42 bilhões de receitas em 2026, agora o uso estratégico de dados financeiros se tornou vantagem competitiva
O avanço do Open Finance no Brasil marca uma mudança na competitividade do mercado financeiro. Com mais de 100 milhões de usuários já inseridos nesse ecossistema, segundo dados do Open Finance Brasil, e potencial de geração de até R$ 42 bilhões em novas receitas até o fim de 2026, de acordo com levantamento da PwC, o acesso a informações bancárias deixou de ser uma barreira para se tornar um atrativo econômico.
Na prática, o mercado entra em uma nova fase em que dados financeiros começam a se tornar uma commodity. Se antes o diferencial estava em ter acesso às informações, hoje ele está na capacidade de interpretá-las e utilizá-las de forma estratégica para gerar receita, eficiência e vantagem competitiva.
Apesar da evolução regulatória e da infraestrutura já disponível, a maioria das empresas ainda utiliza esses dados de forma operacional. Um exemplo comum está em escritórios contábeis que acessam extratos financeiros automaticamente, reduzindo tarefas manuais. Embora relevante, esse uso ainda está distante do potencial mais amplo do Open Finance.
“A informação já está disponível. O que vai diferenciar as empresas é saber como utilizá-la. Não adianta ter acesso aos dados e não saber o que fazer com eles”, afirma Roberto Padilha, do Grupo DB1.
Empresas mais avançadas começam a dar os primeiros passos em direção a esse novo estágio. Já existem casos de organizações que utilizam dados financeiros para criar novos produtos e serviços, como ofertas de Banking as a Service (BaaS), ampliando portfólio e abrindo novas fontes de receita a partir da infraestrutura do Open Finance.
Essa transformação também impacta diretamente a lógica econômica dos negócios. O uso estratégico de dados financeiros permite personalizar ofertas, aumentar taxas de conversão, automatizar processos e reduzir custos operacionais, além de viabilizar o desenvolvimento de soluções mais aderentes ao comportamento do cliente.
No entanto, o avanço ainda encontra barreiras relevantes. Entre os principais desafios estão a complexidade da documentação regulatória, a alta frequência de atualizações e a necessidade de adequação constante às exigências do Banco Central, sob risco de sanções. Além disso, a integração desses dados exige capacidade técnica para lidar com diferentes padrões, APIs e volumes de informação em tempo real.
A questão da segurança e governança também ganha protagonismo nesse cenário. Com o compartilhamento autorizado de dados financeiros, as instituições passam a assumir responsabilidade direta sobre informações altamente sensíveis, o que amplia a necessidade de estruturas robustas de proteção de dados e conformidade com a LGPD.
Para a DB1 Global Software, o principal gargalo do mercado deixou de ser tecnológico ou regulatório e passou a ser estratégico. Com mais de 25 anos de atuação em desenvolvimento de software e tecnologia, a empresa acompanha a evolução do Open Finance no Brasil e atua na integração de dados financeiros e no desenvolvimento de soluções que permitem às empresas transformar informação em produto, decisão e receita.
“Acho que conseguimos nos posicionar até o momento como uma empresa que encontrou uma solução para atender o regulatório de forma que haja espaço para o próximo passo, de transformar o Open Finance em novos negócios, auxiliando no crescimento e atendendo demandas que o mercado tem solicitado”, afirma [porta-voz].
O Brasil já se posiciona como um dos mercados mais avançados do mundo em Open Finance, impulsionado por iniciativas como o PIX e pela atuação do Banco Central. Ainda assim, o maior valor desse ecossistema será capturado por empresas que conseguirem ir além do uso básico e estruturar uma estratégia consistente de dados. O diferencial agora não está no acesso, mas na capacidade de transformar dados em decisão e valor para o negócio.








