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Pesquisa de comportamento precisa ser humanizada para traduzir realidade

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Por Julia Ades* 

Falar sobre comportamento humano é complexo e envolve muitas emoções, principalmente porque os consumidores são, antes de tudo, seres humanos. Nesse contexto, a pesquisa de comportamento de consumo torna-se uma ferramenta de compreensão e aprofundamento fundamental. Entender quem são e em quais contextos vivem explica muito sobre o que e por que consomem. 

Vivemos na era da informação e os tomadores de decisão são bombardeados com dados, números e projeções. Mas há pouca pessoalidade, personalização e proximidade. Humanizar o consumidor investigando o que vai além do foco do estudo é importante para uma visão ampla sobre os sentimentos, peculiaridades e até contradições comportamentais – e para que, assim, cada cliente tenha mais autonomia nas decisões estratégicas dos negócios.  

Um estudo que consiga aproximar o mundo corporativo de diferentes realidades e que possa servir como transporte de aproximação ao universo do seu público é extremamente importante. Mas tudo isso só acontece quando é de verdade: quando a própria agência de pesquisa incorpora essas características internamente, com equipes humanas e integradas, que se envolvem em todas as etapas do processo; com visões amplas e holísticas que possibilitam compreender além daquilo que se mostra; ter espaço para que a criatividade e sensibilidade dialoguem com o que está sendo feito. 

Para criar esse resultado na prática é preciso humanizar o estudo do começo ao fim, mergulhando em uma investigação que vá além do objetivo do projeto. Para isso, é necessário enxergar cada um dos entrevistados como uma pessoa única e entender que há muito mais por trás do que é falado.  

A humanização pode estar atrelada a todos os passos do processo: desde uma equipe sensível e criativa, passando por uma moderação próxima, pessoal e descontraída, até entregas que saiam do lugar comum e que contem com materiais audiovisuais, minidocumentários, revistas fotográficas, pôsteres, episódios de podcast e tantos outros formatos criativos. Assim, é possível levar um pouco mais do ser humano que existe por trás de cada consumidor.  

Não faz sentido categorizar o consumidor em caixinhas: precisamos abrir espaço, não fechar. Compreender a pluralidade e a complexidade das pessoas e, assim, ter um olhar que vê além e que é, inclusive, mais justo e verdadeiro. 
 
*Julia Ades é fundadora e head de conteúdo da APOEMA. 

 

Sobre a APOEMA 

Agência de pesquisa de comportamento que se propõe a humanizar os consumidores de marcas. Nasceu em 2016, com a empreendedora Julia Ades, e ganhou o reforço da Helena Dias no fim de 2020. Juntas elas estudam comportamentos indo a fundo no que realmente as pessoas são, o que fazem, suas essências e contextos. Com os dados colhidos, criam materiais como minidocumentários, podcasts e relatórios completos que aproximam o mundo corporativo das diferentes realidades. 

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