Imóveis

Por que os imóveis ainda vencem os bancos na corrida da construção patrimonial?

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Créditos da foto: Divulgação
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Por Gustavo Amaral*

No atual panorama econômico, onde a taxa Selic está em 15%, seu maior patamar desde 2006, é comum que muitos investidores se perguntem: vale mais manter recursos em aplicações financeiras ou apostar na construção de patrimônio por meio de imóveis? À primeira vista, o apelo da liquidez oferecida pelos investimentos bancários parece mais conveniente, mas é justamente nos imóveis onde reside uma solução consistente e estratégica para quem pensa no longo prazo.

Isso porque os imóveis são, por definição, reservas tangíveis de valor. Em um mundo marcado por oscilações de mercado e crises de confiança, ativos reais oferecem estabilidade e colateral, podendo ser convertidos em crédito ou usados como garantia e mantendo seu valor mesmo em tempos de crise.

Ao contrário de investimentos sujeitos a volatilidade ou à ação direta de políticas monetárias, guerras tarifárias e outras situações do mercado, ativos imobiliários têm valor de uso, valor de troca e valor de renda. Além disso, quando adquiridos com critério, os imóveis tendem a valorizar continuamente com o tempo, tornando-se tornando uma “renda invisível”. 

Esse potencial é amplificado quando falamos em leilões imobiliários. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostram que o volume de imóveis vendidos dessa forma cresceu 86% em 2024, com previsão de nova expansão de 70% neste ano. Somado a isso, com deságios que podem chegar a 40% ou mais, esses ativos são adquiridos por valores significativamente abaixo do mercado, o que amplia de forma concreta a margem de valorização futura.

É inegável: os leilões têm se consolidado como um dos caminhos mais eficazes para a aceleração patrimonial. E não por acaso, os leilões se tornaram o “inimigo número um” das corretoras de investimento: ao oferecer acesso direto a ativos reais com potencial de valorização, escapando da lógica intermediada de produtos financeiros que giram capital, mas nem sempre geram patrimônio.

Essa estratégia encontra respaldo também na dinâmica estrutural do mercado habitacional brasileiro. Todos os dias, famílias se formam, se desfazem, mudam de cidade ou de necessidades. A busca por imóveis é contínua, mesmo em cenários de contração econômica. Esse movimento constante garante liquidez ao setor e sustenta um ciclo natural de valorização. 

Ainda que índices como o IGP-M tenham registrado deflação em meses recentes, o acumulado dos últimos 12 meses segue positivo — 4,39% até junho de 2025. Isso demonstra a resiliência do setor mesmo em momentos de desaceleração inflacionária.

Por fim, é evidente que os investimentos bancários e de mercado têm seu papel em uma carteira diversificada. No entanto, quando o objetivo é construir patrimônio de forma segura, duradoura e estratégica, os imóveis se mostram imbatíveis. Especialmente quando adquiridos com inteligência, aproveitando o deságio dos leilões ou identificando localizações com potencial de crescimento, eles representam não apenas proteção contra a inflação, mas instrumentos de progresso financeiro, pessoal e familiar.

Para os investidores interessados em construir um patrimônio, convém lembrar a máxima atribuída a Rothschild: “Compre aos sons dos canhões, venda aos sons dos violinos”. O setor imobiliário, historicamente, recompensa quem investe nos momentos certos, com paciência, critério e visão de longo prazo. A construção patrimonial não é um sprint, mas uma maratona. E, sem dúvidas, nessa jornada, o imóvel continua sendo o terreno mais firme para se pisar.

Gustavo Amaral é especialista no mercado imobiliário brasileiro, CEO e fundador da Zipin, hub de investimentos imobiliários. Com mais de 30 anos como empresário, também é presidente da ABRAIM (Associação Brasileira dos Arrematantes de Imóveis), mentor de centenas de investidores e idealizador do Invest Imob, maior evento da América Latina sobre leilões de imóveis.

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