Tecnologia

Programas de Compliance não contemplavam cenário de crise e devem ser ajustados de forma dinâmica

2 Mins read
Para Luciano Souza, do Cescon Barrieu, tecnologia é o grande aliado para fomentar cultura de redução de riscos

POR: Elaine D’Avila – Tree

A maior parte dos programas de Compliance das companhias brasileiras não estava preparado para o cenário atual. A maioria ou até integralidade dos trabalhadores não conta com a preparação necessária para reduzir os riscos de exposição da empresa, até então prevenidos e contidos pelos Programas de Compliance, em home office. A avaliação é de Luciano Inácio de Souza, sócio das áreas de Compliance, Anticorrupção e Relações Governamentais do Cescon Barrieu Advogados.

“O quadro atual é imprevisto e novo para os manuais de Compliance. Não há como não haver preocupação com os novos riscos gerados pela crise. E alguns questionamentos já se mostram mais presentes entre as empresas”, explica Luciano. “Por exemplo: é possível flexibilizar as regras neste período de calamidade pública? Existem políticas de home office ideais? Os trabalhadores se adaptarão a elas? E a confidencialidade dos dados e informações? Há condições estruturais para oferecer o home office e, ao mesmo tempo, garantir a integralidade dos processos de segurança da informação? O compartilhamento de dados pessoais de funcionários dentro da organização é legítimo?”, enumera.

No Brasil, Luciano explica que os questionamentos ganham elementos específicos dada a maturidade dos Programas de Compliance no País e traços de cultura, como uso menos intenso das tecnologias de informação e maior apego ao contato humano. “Muitas medidas precisam ser adotadas e adaptadas para conter os antigos e os novos riscos gerados por fatores imprevisíveis. É fundamental que as empresas e os responsáveis pela condução dos Programas de Compliance tenham serenidade. É hora de reforçar as políticas internas e a cultura de governança corporativa, mantendo o sentimento de pertencimento mesmo com a atuação dos profissionais em ambientes físicos fora da empresa”, explica Souza.

Para ele, as tecnologias são as grandes aliadas neste momento, para manter a continuidade de todas as atividades, inclusive do Programa de Compliance. É necessário que as empresas identifiquem prontamente seus gargalos, estabeleçam novas políticas internas, comuniquem e treinem seus empregados para trabalharem sob novas premissas de segurança em plataformas remota e onlines“Ou seja, assim como a crise, os Programas de Compliance devem ser dinâmicos e ativos de forma eficiente para que os impactos da COVID 19 sejam os menores possíveis”, aconselha.

Related posts
Tecnologia

Como construir produtos AI First em ambientes críticos sem abrir mão de confiabilidade 

3 Mins read
Adotar inteligência artificial sem preparar a base tecnológica é o principal erro das empresas em áreas como da saúde  Ser AI First…
SegurançaTecnologia

Ataques com inteligência artificial reforçam importância da regulação para proteger investidores em criptomoedas

6 Mins read
Roubo de US$110 milhões em bitcoins reacende debate sobre segurança digital, custódia de ativos e maturidade do mercado, em um momento em…
Tecnologia

IA pode somar R$ 1 tri ao PIB do Brasil: quem ficará com esse ganho?

3 Mins read
Estudo projeta avanço bilionário até 2030, mas acesso a capital, dados e qualificação pode concentrar os benefícios. Quando uma empresa usa inteligência…