Capital apresenta desenvoltura nos dois últimos anos aos atletas PCDs
O estado do Rio de Janeiro segue em franca evolução na captação de recursos provenientes de renuncias fiscais para investimentos em projetos paradesportivos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE). Nos dois últimos anos, a captação de recursos atingiu dez dígitos pela primeira vez. Em 2024, R$1,2 bilhão, e ano passado, R$1,38 bilhão indicando maturidade financeira suficiente para atingir urgências pelo Brasil.
As transformações ocorridas por meio da Lei Complementar 222 do Esporte, maior segurança e embasamento jurídico, aumento de renúncias fiscais a serem sancionadas pelo presidente até 2028 são intensões para atrair cada vez mais empresas interessadas em práticas de Sustentabilidade e ESG no apoio ao desenvolvimento humano pelas diretrizes da LIE.
Desde o início da série histórica, em 2007, os projetos paradesportivos representam 9% de todo o universo. Nos últimos dois anos, um crescimento tímido traz à tona o debate sobre inclusão e acessibilidade. Em 2024, 2609 projetos captaram recursos pela LIE, sendo 275 paradesportivos – 10,5%. No ano passado, foram 374 configurando 11.4% dos projetos beneficiados com os recursos da renúncia fiscal.
Em 2025, o estado do Rio de Janeiro ficou somente atrás de São Paulo em número de projetos paradesportivos com o benefício da LIE – 37 contra 22. Mas a capital fluminense e as empresas apoiadoras do esporte paralímpico subiram no topo do podium.
“Transformar os recursos da captação em propostas perenes e legados sociais. O Rio de Janeiro apresenta evolução nos dois últimos anos, e é o primeiro estado com mais empresas aportando e incentivado os projetos esportivos com o respaldo da LIE. É preciso o olhar do esporte como uma ferramenta inclusiva de jovens carentes e atletas PCDs. É um caminho para emprego, qualificação e renda. O mercado tem a responsabilidade de converter esse cenário que cresce, timidamente, em relação à média nacional (9%). As novas regras de dedução fiscal estão aí. A hora é essa!”, diz Álvaro Martins destacando que a LIE é um dos pilares mais importantes de investimentos em Políticas Públicas.
Enquanto as empresas localizadas no estado aportaram R$ 57 milhões contra R$ 46 milhões de São Paulo, em 2025, – o estado do Rio mantém a liderança como o maior aporte empresarial também em 2024 – a ‘Cidade Maravilhosa’ deu o pulo do gato com 20 projetos paradesportivos apoiados com os recursos da LIE se tornando a cidade número um para o referido público.
Outro dado importante é a representatividade dos projetos paradesportivos no ano passado quando totalizou 20% dos investimentos pela LIE no estado do Rio de Janeiro. São 33 modalidades distribuídos em manifestações de Rendimento, Educacional e Participação.
“Os números mostram que a LIE atingiu um nível positivo e histórico de maturidade financeira, e a partir da evolução, direcionar forças para atingir urgências. O fato de os projetos paradesportivos representarem 11% do total captado é um gargalo à intensificação das ações para que empresas que buscam as práticas ESG de forma real. No Rio de Janeiro vimos um crescimento, mas o esporte precisa ser, acima de tudo, ferramenta de inclusão de jovens em situação instável de vulnerabilidade e atletas PCDs. As novas regras de dedução fiscal batendo à porta, o mercado tem a oportunidade e a responsabilidade de transformar esse cenário que pode crescer a passos largos”, explica Martins, lembrando que os proponentes de projetos esportivos têm até o dia 16 de outubro para inscrições pensando no investimento futuro por meio da LIE.








