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Quais são os golpes imobiliários mais recorrentes da atualidade?

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Mercado exige atenção crescente a riscos que passam despercebidos

Fechar a compra ou venda de um imóvel exige hoje mais do que atenção ao preço e à localização. Em um mercado cada vez mais digital, os golpes imobiliários se sofisticaram e passaram a atingir tanto quem busca uma oportunidade quanto quem tenta resolver uma necessidade urgente de moradia ou investimento. Entre os casos mais comuns estão o falso corretor, o anúncio de imóvel inexistente, a  venda do mesmo imóvel para mais de uma vítima e a exigência de sinal antecipado sem segurança documental. O próprio CRECISP destacou, em janeiro deste ano, que essas práticas seguem entre as fraudes mais recorrentes do setor.

Gabriela Pereira, advogada especialista em Direito Imobiliário de alto padrão, explica que boa parte dessas fraudes se apoia na pressa da vítima e na aparência de normalidade da negociação. Segundo ela, o golpe quase nunca começa com uma ameaça evidente, mas com uma oferta sedutora, linguagem convincente e pressão para fechar rápido. “O criminoso tenta criar um ambiente de urgência e confiança ao mesmo tempo. Ele oferece um imóvel com preço atrativo, apresenta documentos ou conversas que parecem legítimos e conduz a vítima para uma decisão rápida, antes que ela faça as verificações essenciais”, afirma.

Na compra e venda, os riscos incluem vendedor sem legitimidade, documentos falsificados, ausência de conferência da matrícula atualizada e até negociação de bem que já foi prometido ou vendido a outra pessoa. O CRECI e os registros de imóveis insistem em pontos básicos: conferir se o corretor ou a imobiliária estão regularmente habilitados, exigir documentação atualizada e nunca pagar valores relevantes sem validação jurídica e registral.

Para a advogada, o principal erro está em tratar a etapa documental como mera burocracia. “A matrícula atualizada, a identificação correta do proprietário, a análise da cadeia documental e a confirmação de quem está intermediando a operação são medidas simples, mas decisivas. Quando isso é ignorado, o risco deixa de ser abstrato e passa a ser financeiro”, diz.

Ela lembra que o golpe imobiliário nem sempre atinge apenas grandes investidores. Muitas vítimas são famílias em busca do primeiro imóvel, proprietários que acreditam estar negociando com um profissional regular e por aí vai. “Fraude imobiliária não escolhe perfil. Ela escolhe vulnerabilidade. E isso aumenta quando a negociação é feita só pelo impulso, pelo preço baixo ou pela urgência”, conclui a advogada Gabriela Pereira..

Com todos esses golpes à tona, conferir o registro profissional, verificar a matrícula do imóvel, desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado e evitar transferências antecipadas continuam sendo passos fundamentais para impedir que um sonho de compra termine em prejuízo.

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