Ícone do site Economia S/A

Reforma Tributária: ‘os próximos 7 anos serão cruciais para a economia brasileira’, dizem especialistas

Da esquerda para a direita: Talita Pimenta Félix, Mário Oliveira da Costa e Matheus Bueno de Oliveira Divulgação/AASP

Da esquerda para a direita: Talita Pimenta Félix, Mário Oliveira da Costa e Matheus Bueno de Oliveira Divulgação/AASP

Evento em Campinas reúne profissionais e reforça a importância de compreender os impactos práticos das mudanças em tributos

A Reforma Tributária, recentemente aprovada, abriu os debates do 24º Simpósio Regional AASP, em painel que discutiu seus reflexos diretos no agronegócio — setor fundamental para a economia nacional. As transformações no sistema fiscal brasileiro, como a criação do IVA dual e as novas regras de creditamento, foram analisadas sob a ótica da competitividade, do planejamento tributário e da gestão financeira das empresas rurais.

Durante o debate, especialistas ressaltaram a importância de compreender os impactos práticos das mudanças para produtores, cooperativas e indústrias do setor. A discussão contribuiu para esclarecer dúvidas sobre a aplicação das novas normas e reforçou a necessidade de segurança jurídica e eficiência fiscal para o fortalecimento sustentável do agronegócio brasileiro.

Com mediação de Mário Oliveira da Costa, Ex-Presidente da AASP, o painel foi iniciado com a Presidente do Comitê Especial da Reforma Tributária da Associação Brasileira de Advocacia Tributária (ABAT), Talita Pimenta Félix, explicando o contexto geral e as implicações que a Reforma tributária irá gerar. “Esta é a década mais importante das regras tributárias, com as reformas simultâneas no consumo, renda, patrimônio e folha de salários, além do processo judicial ou tributário. Os próximos 7 anos serão cruciais para a economia brasileira, com as mudanças colocadas em prática e os impactos que isso irá acarretar”, comenta.

A especialista ainda comentou sobre a expectativa positiva perante a Reforma que, em sua opinião, irá trazer muita simplicidade. “Acredito que o problema das subvenções tributárias não são elas em si, mas sim o controle. Elas são concedidas para quem tem maior proximidade ou acesso aos governadores”, explica.

Em contraponto, Matheus Bueno de Oliveira, Advogado especialista em Direito Tributário e Conselheiro Substituto da AASP, trouxe o ponto de vista voltado ao agronegócio, acendendo alertas sobre a perspectiva no segmento. “A reforma trará mudanças e extinção de regimes. No agro, especificamente, terá um regime diferenciado e específicos”, declara Matheus.

De acordo com o Advogado, a Reforma Tributária traz uma mudança estrutural para o agronegócio ao eliminar isenções históricas. “Insumos essenciais que antes eram desonerados, passarão a ser tributados pelo novo IVA. A preocupação real é com o impacto no fluxo de caixa do produtor, que agora terá que arcar com um custo maior na compra e depender da eficiência do sistema para recuperar esses créditos, o que pode aumentar significativamente o custo de produção no curto e médio prazo”, afirma.

Principais mudanças

Um dos temas abordados foi o modelo que representa uma inovação exclusivamente brasileira. Em vez de um único imposto sobre valor agregado (IVA), o país adotará o chamado modelo dual, com duas frentes distintas: uma federal (CBS) e outra compartilhada por estados e municípios (IBS). A crítica, no entanto, é que essa estrutura tende a ser mais complexa do que o esperado.

Outra mudança central da Reforma é a substituição da tributação na origem pela tributação no destino. Isso significa que o imposto passará a ser devido no local de consumo da mercadoria ou serviço, e não mais no local de produção. A medida busca pôr fim à histórica guerra fiscal entre estados e municípios, que ofereciam incentivos para atrair empresas.

Com diferentes visões apresentadas ao longo da palestra, o painel evidenciou que a Reforma Tributária, embora tenha como objetivo simplificar o sistema e promover maior equilíbrio entre os setores, ainda levanta questionamentos quanto à sua aplicação prática no campo.

A expectativa é que, com o avanço da regulamentação e o diálogo contínuo entre governo e setor produtivo, seja possível mitigar riscos e aprimorar a transição para o novo modelo.

AASP – Associação dos Advogados

Fundada há 82 anos, a AASP – Associação dos Advogados está presente em todo o Brasil e tem a missão de potencializar e facilitar o exercício da Advocacia. Experiente, visionária, disruptiva e cada vez mais consciente de sua responsabilidade social e ambiental, recebendo, inclusive, o selo VGP ao tornar-se signatária do programa de soluções de redução e compensação de carbono em suas ações. Sua trajetória e conquistas são o combustível para ir ainda mais longe, proporcionando a milhares de associadas e associados do país (cerca de 75 mil) inúmeros cursos sobre temas jurídicos relevantes e serviços de excelência, que incluem: intimações on-line com inteligência artificial, emissão e renovação de certificado digital, revistas e boletins periódicos, clipping diário de notícias, plataforma de assinaturas digitais, além de disponibilizar um avançado sistema de pesquisa de jurisprudência e um software de gestão de processos. É possível conhecer melhor a AASP por meio do vídeo institucional.

Uso correto do nome AASP

A forma correta de se referir à instituição é AASP – Associação dos Advogados. Atualmente, a nossa atuação é nacional, por esse motivo o ‘São Paulo’ não faz mais parte do nome.

AASP é o nome fantasia e deve ser usado em todas as comunicações institucionais, releases, campanhas, parcerias e contatos com fornecedores. Pense em AASP como nosso primeiro nome e Associação dos Advogados como o sobrenome — sempre juntos, nessa ordem.

Informações à imprensa

Sobre a M2 Comunicação Jurídica

A M2 Comunicação Jurídica é uma agência especializada nos segmentos econômico e do Direito. Contamos com diversas fontes que atuam em âmbito nacional e internacional, com ampla vivência nos mais diversos assuntos que afetam a economia, sociedade e as relações empresariais

Sair da versão mobile