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ROI de 500% e corte de R$ 20 milhões colocam IA sob cobrança direta por resultado nas empresas

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Casos recentes revelam mudança de critério nas áreas de tecnologia e tema reúne executivos de grandes companhias em São Paulo no The Tech Summit 2026 para agenda com aplicações reais, governança e impacto operacional

A inteligência artificial passou a ser medida por retorno financeiro direto dentro das empresas, deixando de ocupar espaço experimental para responder a metas concretas de resultado. O movimento já impacta decisões estratégicas em grandes organizações como Itaú Unibanco, PepsiCo, DASA, Pernod Ricard e Danone e estará no centro das discussões da 3ª edição do The Tech Summit 2026, encontro que reúne cem executivos de tecnologia no dia 11 de maio, em São Paulo. As empresas e seus executivos integram a agenda, que se estrutura a partir de casos reais e discussões em torno de aplicações concretas. 

Em projetos recentes conduzidos pelo executivo Wilian Luis Domingues, a aplicação da tecnologia alcançou retorno sobre investimento de 500%, com geração de R$ 1,8 milhão a partir de um aporte de R$ 360 mil. No mesmo contexto, iniciativas de automação inteligente contribuíram para a redução de R$ 20 milhões em custos operacionais, consolidando uma mudança de posicionamento da tecnologia dentro das organizações. 

A discussão no encontro deixa de estar centrada apenas na adoção e passa a girar em torno da capacidade de transformar inteligência artificial em resultado com governança, escala e controle. A pressão por eficiência, somada a restrições orçamentárias, reposiciona a área de tecnologia como vetor direto de desempenho financeiro. 

Entre os destaques da programação está o painel sobre capacitação com inteligência artificial, que reúne executivos de bens de consumo para discutir a reorganização das equipes e o papel das pessoas em um ambiente cada vez mais automatizado. A centralidade do fator humano aparece como eixo recorrente nos debates, refletindo a necessidade de alinhar transformação tecnológica e capacidade de execução. 

A governança também ganha protagonismo. Um dos painéis aborda o controle contínuo sobre o uso de linguagens como Python e aplicações de inteligência artificial, indicando a consolidação desse tema como pilar de maturidade digital. A expansão de soluções fora de estruturas tradicionais tem pressionado empresas a estabelecer critérios mais rigorosos de rastreabilidade, segurança e padronização. 

A agenda inclui ainda discussões sobre aplicação da tecnologia em logística, com foco em limites operacionais, casos reais e ganhos de eficiência em cadeias complexas. O tema tem avançado à medida que operações passam a incorporar automação e análise de dados em tempo real, exigindo maior precisão e confiabilidade. 

Participam do encontro executivos como Anaterra Oliveira, CIO da DASA; Francini Cristelo, CIO e líder de Business Transformation na PepsiCo; Renzo Petri, superintendente de tecnologia do Itaú Unibanco; Trajano Leme, LATAM IT Director da Pernod Ricard; Leonardo Sotocorno, CIO Brazil e Chief of Digital for Americas Region da Danone; Cristiano Adjunto, Tech CIO Cyber do Bradesco; e Diego Neufert, CTO do Grupo NC, além de lideranças de operações, logística e transformação digital de grandes empresas que ampliam o debate para além da tecnologia. 

Com formato restrito e foco em troca entre executivos, o encontro reflete um momento em que a inteligência artificial deixa de ser diferencial e passa a ser cobrada como capacidade operacional básica. A distância entre implementação e resultado se torna o principal ponto de atenção dentro das empresas, sob pressão crescente por eficiência e impacto mensurável. 

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