Saúde

Saúde mental nos Estados Unidos pede demanda por padronização e métricas para ampliar capacitação em larga escala, aponta psicóloga brasileira

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Créditos da foto: Divulgação
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Especialista Ana Luiza Coelho de Andrade destaca as oportunidades em escolas, FQHCs, departamentos de saúde e empregadores no contexto pós-pandemia

Em meio ao aumento da demanda por serviços de saúde mental nos Estados Unidos, a psicóloga brasileira Ana Luiza Coelho de Andrade destaca quatro vetores estratégicos para o setor não clínico: padronização de fluxos, capacitação estruturada de equipes, métricas comparáveis e governança de dados para garantir privacidade e decisões baseadas em evidências. Segundo a especialista, o cenário atual expõe a necessidade de soluções replicáveis em larga escala, capaz de reduzir filas, diminuir faltas e integrar respostas entre escolas, atenção primária e locais de trabalho. “Há espaço claro para reduzir tempo de espera, diminuir no-show e integrar respostas por meio de protocolos operacionais, formação de multiplicadores e KPIs padronizados. O mercado pede soluções replicáveis, não iniciativas isoladas”, afirma Ana Luiza Coelho de Andrade, psicóloga e especialista em saúde mental.

De acordo com Ana Luiza, as oportunidades identificadas abrangem redes de ensino básico, que enfrentam desafios de triagem e encaminhamento em casos de crise, como centros de saúde comunitária (FQHCs) e departamentos municipais, pressionados por longas filas no quesito saúde comportamental, além de empregadores e programas de assistência ao empregado (EAPs), incidentes críticos, ou seja, situações que podem ser resolvidas por gestão e educação.

Entre as principais dores dos compradores, a psicóloga aponta a fragmentação entre escola, saúde e trabalho, a ausência de indicadores claros e comparáveis, treinamentos episódicos sem certificação de competências e incertezas em torno da governança de dados. “O ganho não vem de reinventar a roda, mas de organizar, treinar e medir de forma consistente. Com isso, aumentamos a capacidade local e diminuímos a variabilidade que hoje custa caro para famílias, serviços e empregadores”, resume a especialista.

Ainda de acordo com Ana Luiza, algumas tendências devem marcar os próximos movimentos do setor, como a adoção de padrões mínimos de prevenção e resposta não clínica, integração mais fluida com linhas de crise e atenção primária, dashboards que permitam benchmarking entre diferentes contextos e maior profissionalização da governança, com auditorias e evidências concretas. 

Para a psicóloga, o momento representa uma janela de oportunidade única. “O mercado já sinaliza que está pronto para padronizar e comparar resultados. Quem conseguir oferecer programas estruturados de capacitação, protocolos claros e indicadores objetivos terá papel central na próxima fase da saúde mental não clínica nos Estados Unidos”, conclui a especialista.

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