Finanças

Score de crédito: financeira revela critérios para subir a pontuação

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Com a alta na procura por crédito no varejo e crescimento de 5,8% nas vendas financiadas no início de 2026. A alta na demanda por crédito esbarra nos critérios de aprovação das instituições, que utilizam o score estatístico para medir o risco de inadimplência de cada Cadastro de Pessoa Física (CPF) no momento da compra.

A busca por crédito no varejo segue em alta no Brasil, reforçando a importância do score de crédito, indicador utilizado por bancos e financeiras para estimar o risco de inadimplência do consumidor na aprovação de compras financiadas. Dados da Top One Financeira mostram que as vendas via crediário cresceram 5,8% no primeiro bimestre de 2026. Fundada em 2018 e especializada em crédito ao consumo, a empresa atua em mais de 3 mil pontos de venda no país e já analisou mais de R$ 2,5 bilhões em solicitações de crédito.

Segundo especialistas da Top One, o score de crédito no Brasil varia, em geral, de 0 a 1.000 pontos. Scores acima de 700 indicam baixo risco de inadimplência e costumam facilitar a liberação de crédito no caixa das lojas. O score de crédito reúne o histórico de pagamentos, o comportamento financeiro e as informações cadastrais do consumidor para estimar o risco de inadimplência. Quanto maior a pontuação, maior tende a ser a confiança das instituições financeiras na capacidade de pagamento do cliente.

Para Klaus Gustavo Benner, especialista em análise de crédito e diretor da Top One Financeira, acompanhar a própria pontuação é um passo importante para quem pretende acessar crédito em melhores condições. “Hoje o consumidor pode consultar o seu score gratuitamente nos aplicativos dos bureaus de crédito como Equifax/Boa Vista, Serasa Experian e SPC Brasil, e acompanhar a evolução da pontuação ao longo do tempo. Esse monitoramento ajuda a entender como o comportamento financeiro influencia o indicador e permite identificar eventuais pendências ou inconsistências cadastrais antes de solicitar crédito”, afirma.

Um erro comum, segundo ele, é acreditar que apenas retirar uma dívida negativa resolve automaticamente a situação. “O score tende a evoluir gradualmente à medida que o consumidor mantém pagamentos em dia e constrói um histórico financeiro mais consistente”, afirma.

Entre os fatores considerados nos modelos de score estão o histórico de pagamentos, o nível de endividamento, o tempo de relacionamento com o crédito e a frequência de consultas ao CPF em busca de financiamento. No ambiente do Cadastro Positivo, que reúne informações sobre o histórico de pagamentos do consumidor, como contas, financiamentos e cartões, os bureaus de crédito passaram a considerar também a pontualidade no pagamento das obrigações financeiras na análise, contribuindo para uma avaliação mais ampla do comportamento financeiro do consumidor ao longo do tempo.

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