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Sessão solene na Alesp marca início do segundo mandato de Luciana Jordão na Defensoria Pública de São Paulo

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Cerimônia na Assembleia Legislativa também empossou os oito conselheiros eleitos para o biênio 2026-2028

A Defensora Pública Luciana Jordão da Motta Armiliato de Carvalho foi reconduzida, nesta segunda-feira (8), ao cargo de Defensora Pública-Geral do Estado de São Paulo para o biênio 2026-2028. A solenidade de posse aconteceu no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), e reuniu representantes dos três poderes. Na mesma ocasião, tomaram posse os oito conselheiros eleitos para o Conselho Superior da Defensoria Pública. 

A solenidade contou com a presença do presidente da Alesp, deputado André do Prado, do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, do procurador-geral de Justiça do MPSP, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Arthur Lima representando o governador Tarcísio de Freitas, da presidente do Tribunal de Contas do Estado, Cristiana de Castro Moraes, e do presidente da OAB-SP, Leonardo Sica. 

“Recebo essa recondução com profunda gratidão e senso de responsabilidade, com a exata dimensão do que ela representa. É uma enorme honra ser uma mulher e conduzir a maior Defensoria Pública do país em um momento tão importante para sua história”, afirmou Luciana Jordão em seu discurso. 

No primeiro mandato, a instituição chegou a sete novas cidades do estado, investiu em tecnologia e modernizou sua estrutura de governança. Para o novo biênio, Luciana Jordão apresentou cinco compromissos: ampliar o acesso à justiça com uso de tecnologia, fortalecer a prevenção de conflitos e soluções consensuais, investir na valorização dos defensores e servidores, garantir sustentabilidade no planejamento institucional e aprofundar o diálogo com a sociedade e os poderes constituídos. 

A defensora geral também falou sobre os desafios do tempo atual e a necessidade de respostas integradas por parte da instituição. “Nós vivemos um tempo em que as vulnerabilidades se acumulam e se conectam. A pobreza se relaciona com a exclusão digital. Os eventos climáticos ampliam desigualdades sociais. A violência doméstica produz impactos que alcançam a infância, a saúde mental e a autonomia econômica das mulheres. Os problemas já não chegam separados e as respostas institucionais também não podem ser fragmentadas”, disse. 

Junto com Luciana Jordão, tomaram posse os oito conselheiros eleitos para representar diferentes segmentos da carreira: Erik Saddi Arnesen (Capital e Região Metropolitana), Fabio Jacynto Sorge (Defensorias Regionais do Interior), Leila Rocha Sponton (Núcleos Especializados), Fernando Perez da Cunha Lima (Nível I), Érica Leoni Ebeling (Nível II), Fernanda Capitanio Macagnani Soldi (Nível III), Rafael Morais Português de Souza (Nível IV) e Luiz Eduardo de Toledo Coelho (Nível V). Representando o grupo, Fabio Jacynto Sorge destacou o papel da Defensoria como voz daqueles que não conseguem se fazer ouvir. 

“Nós somos a instituição que faz a defesa daqueles que são hipossuficientes. Nós somos a voz de quem muitas vezes não tem voz. (…) Acho que nós, que estamos no conselho e na Defensoria Geral, temos sempre que ter essa missão como um norte de gestão”, afirmou Sorge. 

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