Saúde

Setembro Amarelo no Instituto Dara promove ações de conscientização sobre saúde mental para famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica

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Projeto Aconchego aborda quadros de ansiedade e depressão e falta de rede de apoio; entidade atende a famílias para acolhimento e atendimento multidisciplinar de combate à pobreza

Rio de Janeiro, setembro de 2026 – O Instituto Dara, organização da sociedade civil dedicada a combater a pobreza de forma sistêmica e integrada, apoiando famílias em contextos de alta vulnerabilidade, abraça a campanha ‘Setembro Amarelo’ – mês de conscientização sobre saúde mental e manutenção da vida – e realiza diariamente o projeto Aconchego. A iniciativa reúne rodas de conversas ou atividades lúdicas voltadas a famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica atendidas pelo Instituto Dara a fim de compartilhamento de experiências e aprendizado. 

A cada mês, o Aconchego aborda uma temática diferente e, durante o Setembro Amarelo, sob orientação da coordenação de psicologia do Instituto Dara, representada por Ane Nunes e Raysa Nakano, os encontros têm como objetivo esclarecimento, promoção de recursos de prevenção e aprimoramento de quadros de ansiedade e depressão, além de ajuda na falta de rede de apoio. A programação faz parte da segunda edição da Programação Artístico Familiar (PAF). Ao longo de setembro, mais de 100 mulheres debateram e refletiram sobre temáticas alinhadas ao Setembro Amarelo.  Elas produzem  atividades sob orientação da artista plástica Arkasi.

O debate da temática se torna ainda mais relevante no contexto atual: números da cartilha Informando para Prevenir, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) revelam que 96,8% dos casos de suicídio registrados estão associados a um histórico de transtorno mental. O aprendizado também se torna estratégico quando o assunto é a primeira infância. Especialistas reforçam a importância de ambientes seguros e estáveis  de violência para o desenvolvimento saudável de crianças.

“É preciso criar condições para que famílias, e sobretudo mulheres, tenham autonomia, conhecimento, renda e acesso aos seus direitos. Quando trabalhamos essas dimensões de forma integrada, os resultados se tornam sustentáveis”, afirma a médica  e presidente do Instituto Dara, dra. Vera Cordeiro.  

Método-Dara: atuação contínua e integrada

O Instituto Dara trabalha com uma tecnologia social pioneira criada para combater a pobreza e promover a saúde e o desenvolvimento humano, o Método-Dara. Sua filosofia central é que a pobreza é multidimensional e, portanto, a solução deve ser multidisciplinar e simultânea: a família só alcança a autonomia e a saída da vulnerabilidade se todos os seus vetores forem atacados ao mesmo tempo – saúde, educação, moradia, geração de renda e cidadania. 

O processo do Método-Dara dura em média dois anos, em que as famílias deixam de ser beneficiárias passivas para se tornarem protagonistas do seu próprio desenvolvimento. Seu impacto é comprovado cientificamente por avaliações como a da Universidade de Georgetown, que indicou redução de 86% nas reinternações hospitalares de crianças e a duplicação da renda familiar em um período de três a cinco anos. 

Dados corroboram sucesso institucional

Números de 2026 referentes a 62 famílias atendidas pelo Instituto traduzem o êxito do trabalho realizado. Após cerca de dois anos de acompanhamento, a renda média triplicou; 30% superaram a linha da pobreza; 75% saíram da insegurança alimentar grave; 67% das crianças e adolescentes voltaram para a escola; 33% melhoraram as condições de moradia; e 63% reduziram o estresse emocional. 

“Como a pobreza é multidimensional, o atendimento multidisciplinar do Instituto Dara vai no cerne da inclusão social das famílias em vulnerabilidade atendidas. Quando a intervenção é estruturada e centrada na família, a mudança acontece. Em 35 anos de atuação, impactamos diretamente mais de 100 mil pessoas e indiretamente mais de um milhão. Mais do que números, são histórias de dignidade, acesso e novas oportunidades. Transformar realidades exige estratégia, acompanhamento e olhar para a família como protagonista da mudança. E esses resultados mostram que é possível romper ciclos de pobreza”, destaca a presidente do Instituto Dara, Vera Cordeiro.

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