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Tabaco brasileiro conclui pré-inspeção exigida para exportação à China

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Procedimento é uma das exigências do protocolo bilateral de comércio entre Brasil e China. Em 2025, país asiático foi o segundo maior destino do tabaco brasileiro, com importações de US$ 577 milhões.

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) sediou nesta quinta-feira, 17 de setembro, em Santa Cruz do Sul (RS), a reunião de encerramento da pré-inspeção da safra 2025/26, uma das exigências previstas no protocolo bilateral de comércio entre Brasil e China. O encontro ocorreu em formato híbrido, com a participação virtual de autoridades da Administração Geral das Alfândegas da República Popular da China (GACC) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Também participaram o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing; o presidente da China Tabaco Internacional do Brasil (CTIB), Jin Quiang; a responsável técnica do Laboratório da Central Analítica da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Adriana Dupont Schneider; o assessor da Diretoria do SindiTabaco, Carlos Sehn; além de representantes das empresas fornecedoras de tabaco.

Como nos anos anteriores, e conforme acordado com a GACC, o MAPA ficou responsável pela coleta de amostras de tabaco processado e pelo envio à Central Analítica da UNISC para a realização de testes laboratoriais destinados a verificar a presença das nove pragas quarentenárias previstas no acordo antes do embarque do produto.

Durante a reunião, o representante do MAPA, Roque Danieli, apresentou as atividades realizadas durante a pré-inspeção e o relatório encaminhado à GACC, com o detalhamento dos procedimentos adotados no Brasil. “Temos verificado, ao longo destes 20 anos, um aumento da qualidade do produto, o que atribuimos principalmente aos treinamentos realizados. Somente este ano, foram mais de 300 técnicos treinados”, relatou Danieli.

Ausência de pragas

Com o objetivo de verificar a presença das nove pragas quarentenárias previstas no acordo, a Central Analítica da UNISC avaliou 52 lotes de sete empresas. As amostras foram examinadas para seis tipos de insetos, duas plantas daninhas e o fungo conhecido como mofo azul. Não foram detectadas as pragas quarentenárias nas amostras analisadas, resultado que atende aos requisitos previstos no protocolo bilateral e permite o avanço do processo de exportação da safra para a China.

Segundo o representante líder da GACC, Fayu Huang, a inspeção foi efetiva e houve uma evolução significativa na qualidade do produto brasileiro, especialmente em relação ao NTRM (Non-Tobacco Related Material), expressão utilizada para designar materiais não relacionados ao tabaco. Ele destacou, no entanto, a importância de ampliar a conscientização para reduzir ainda mais a ocorrência desses materiais.

O presidente da CTIB comprometeu-se a reforçar, junto às empresas fornecedoras de tabaco, a importância do monitoramento e da rastreabilidade. Segundo ele, a exportação do tabaco brasileiro para a China depende da emissão do certificado pela GACC. Até a conclusão dessa etapa, as empresas devem manter os cuidados necessários para garantir a segurança do produto durante a fase final de armazenamento.

China é importante destino

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, reforçou a relevância do mercado chinês para o setor de tabaco brasileiro. Em 2025, a China foi o segundo maior destino do tabaco brasileiro, com importações de aproximadamente US$ 577 milhões. “Para o SindiTabaco e para nossas sete empresas associadas que exportam volumes para a China, esse é um momento de grande relevância. A China é um dos nossos principais mercados e estamos sempre atentos ao cumprimento do acordo estabelecido”, afirmou.

Thesing também destacou que a eliminação de NTRM continua sendo uma preocupação do setor. “Recentemente lançamos uma nova campanha de conscientização para evitar ao máximo a contaminação do tabaco com materiais estranhos. Também nos comprometemos a reforçar o monitoramento e a rastreabilidade do nosso produto, de modo a ampliar a segurança e o cumprimento do acordo”, reforçou o presidente do SindiTabaco.

Programa Tabaco Limpo

A preocupação com a presença de materiais estranhos no tabaco está contemplada no Programa Tabaco Limpo, iniciativa que busca conscientizar os produtores sobre a necessidade de adotar medidas para evitar que esses materiais sejam misturados ao produto durante o manejo da lavoura, a colheita, o armazenamento, a classificação ou o enfardamento. Entre os materiais que podem ser encontrados estão fios de sacaria de ráfia e plástico, capins e outras partes de vegetais, penas, insetos, pelos de animais, papéis, isopor e barbantes.

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