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Transição de carreira: como ser coerente consigo mesma e estar conectada com valores e propósitos

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Patrícia Dalpra, membro do Conselho Winning Women, da empresa EY, diz que o autoconhecimento é a palavra-chave

“Virei mãe e não consigo conciliar minha carreira com a maternidade. Decidi empreender para ter mais tempo com meu filho”. Foi assim que a jornalista esportiva Domitila Becker anunciou a saída de seu emprego no Uol, na tarde de sexta-feira (08). De acordo com a especialista em Branding, Personal Branding, Reputação, Carreira e Comunicação, Patrícia Dalpra, esse movimento não é tão atual assim, mas está em ascensão.

Dispostos a abandonar a estabilidade em busca de valorização, mais de 40% dos profissionais brasileiros planejam trocar de emprego em 2026. O movimento, revelado pela Pesquisa de Tendências da Catho, sinaliza uma mudança de paradigma onde o plano de carreira e o bem-estar agora dividem o protagonismo com as pretensões salariais na lista de prioridades de quem busca novas oportunidades.

“Há cerca de 10, 15 anos, houve um movimento muito forte de mulheres saindo do mundo corporativo e migrando para o voo solo, especialmente para a consultoria de imagem. Não significa que esse não pudesse ser um caminho válido. Para algumas era e ainda é. Mas a primeira reflexão é: antes de olhar para o mercado, é fundamental olhar para dentro”, explica a especialista, moradora da cidade do Rio de Janeiro.

Patrícia ressalta que a primeira chave na transição de carreira não é o mercado, mas sim o autoconhecimento. Segundo ela, é olhar com profundidade para a própria história, para a trajetória e para as experiências de vida porque muitas vezes é exatamente ali que estão possibilidades que nunca foram consideradas.

No vídeo publicado, Domitila explica que pretende viver de projetos nas redes sociais. Ela conta que não sabe se vai dar certo ou não, mas é necessário para ter tempo com o filho.

“Em uma transição de carreira, mais do que definir “o que fazer”, o ponto central é encontrar o sentido do que você faz. A pergunta deixa de ser apenas o que você faz e passa a ser por que você faz. E essa mudança de perspectiva é o que sustenta uma transição mais coerente, conectada com valores, identidade e propósito”, diz Patrícia, que é membro do Conselho Winning Women, da empresa EY.

Para quem está nesse momento da vida, Patrícia ressalta que empreender exige dedicação real e não significa menos trabalho.

“Existe flexibilidade, mas também muito trabalho, especialmente, no início, quando a estrutura ainda está sendo construída. Empreender traz autonomia, mas também exige presença, consistência e comprometimento. Por isso, alinhar expectativas é fundamental para não gerar frustração, além de entender que todo novo ciclo tem um tempo de maturação”, finaliza Patrícia.

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