Economia S/A

Uso consciente do crédito pode ajudar a girar o motor da economia

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POR: Fabian Valverde

Muita gente torce o nariz quando o assunto é tomar empréstimo, pois quem precisa de crédito pode acabar não conseguindo honrar essa dívida, tornando esse saldo devedor uma bola de neve. Se for levada em consideração que a decisão de pedir dinheiro emprestado não é bem planejada, realmente, a chance de isso ocorrer é muito grande.

Vem daí, talvez, o motivo pelo qual o crédito pode não ser bem visto por algumas pessoas. E olhando sob essa ótica, é totalmente compreensível. Porém, se o indivíduo fizer uma análise detalhada de suas finanças, levando em consideração os ganhos e gastos, e chegar a conclusão que conseguirá arcar com a quitação do empréstimo, sem atrapalhar o orçamento, então, o crédito pode ser um recurso interessante.

Um exemplo do bom uso do crédito, por exemplo, é quando ele é usado trocar uma dívida mais cara por outra mais barata.

Dentro desse cenário, algumas modalidades de crédito com taxas menores de juro tem sido utilizado por algumas pessoas para sair do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito. Em julho, para se ter uma ideia, a taxa média mensal do crédito rotativo e do cheque especial foram, respectivamente de 12,52% e 6,49%, enquanto a do consignado para o setor privado foi de 2,12%. Neste caso, uma dívida pode ser reduzida em cerca de dez ou seis vezes.

E aí vem o melhor dessa história toda. Ao liquidar a dívida, qualquer pessoa pode aproveitar a quantia que estava sendo paga para começar a poupar e investir em sua reserva de emergência, por exemplo.

Outro exemplo do bom uso do crédito é a realização de desejos de consumo. Aí, você, leitor, pode questionar: como assim, pegar dinheiro emprestado para gastar? Isso não pode ser perigoso para uma pessoa adquirir uma nova dívida?

Vamos lá. Aqui o que proponho é usar o crédito para viabilizar mais rapidamente aqueles desejos que estão planejados, mas que ainda demandam mais tempo para o indivíduo juntar a quantia desejada. Eles podem ser vários, desde um intercâmbio para seu filho estudar no exterior até um curso de especialização.

No primeiro caso, se a pessoa fez os cálculos e chegou à conclusão que vai precisar economizar durante três anos para conseguir pagar a viagem em 12 vezes sem juros pela agência de intercâmbios, ela pode usar um empréstimo para dividir o valor total em até 60 meses, não precisando, portanto, esperar os três anos para poder realizar esse sonho. No outro exemplo, da qualificação profissional, vale o mesmo raciocínio.

Seja como uma opção momentânea para quitar dívidas maiores ou para viabilizar desejos de consumo, o crédito pode ser uma boa alternativa para ajudar o planejamento financeiro das pessoas, estimulando o consumo para movimentar a economia.

* Fabian Valverde é CEO da Paketá Crédito

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