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“Vamos conversar?” Mediadora mostra o poder do diálogo em livro de contos

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Capa: Vamos Conversar? - Créditos da foto: Divulgação
Capa: Vamos Conversar? – Créditos da foto: Divulgação

Eunice Maciel apresenta a mediação como uma alternativa ao judiciário tradicional para solucionar os problemas do cotidiano

Ninguém está livre de desavenças. Todos nós estamos sujeitos a enfrentar situações complexas que poderão exigir a intervenção de um profissional. Casamentos desfeitos, partilha de bens, briga entre vizinhos, a impossibilidade de honrar contratos, ou até mesmo a teimosia de um pai já idoso que não aceita abrir mão de dirigir seu automóvel, são situações recorrentes no cotidiano e que estão presentes no livro Vamos Conversar?, de Eunice Maciel. Escritora com oito obras publicadas e mediadora de conflitos, ela utiliza a literatura para mostrar o trabalho de reconstrução de pontes entre pessoas que um dia já estiveram do mesmo lado.

Com base em suas vivências de mediadora, a autora apresenta uma coletânea de contos fictícios, uma vez que a confidencialidade é um dos princípios da mediação. A briga pela guarda compartilhada de cachorros; a dificuldade de uma avó em se comunicar com a filha após o nascimento da neta; a desavença entre irmãos por herança; os empecilhos enfrentados por um casal de lésbicas para matricular o filho em uma escola tradicional; e os contratempos de uma passageira que teve sua bagagem extraviada pela companhia aérea são alguns dos conflitos abordados nos contos por meio de uma linguagem leve e cativante.

Eu me preparei para mais uma mediação judicial de divórcio em que, por mais triste que seja ter que lidar com as dores do amor terminado, é onde, a meu ver, o procedimento da mediação mais traz bons resultados. Ainda que não saia um acordo, abrem-se os canais de comunicação que estavam fechados e, por palavras, olhares e gestos, cada um percebe sua responsabilidade e participação nos fatos que fizeram com que o “felizes para sempre” tenha terminado um dia. Ajudar o ex-casal a enfrentar o pesar do fim do relacionamento e a atravessar essa fase de forma menos dolorosa me faz sentir que mediar vale a pena. (Vamos conversar?, p. 43)

A narradora é uma mediadora que ouve dores, lida com silêncios e conduz os envolvidos à escuta mútua e à construção de um acordo que atenda a todos. Ela deixa claras as vantagens e a importância de tentar a mediação antes de ingressar com uma ação no judiciário tradicional, onde sabemos como uma briga começa, mas não como ou quando ela termina, nem a que preço, financeiro e emocional.

Com mais de 84 milhões de processos em tramitação, de acordo com o Relatório Justiça em Números 2024 elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a obra propõe ao leitor uma mudança de perspectiva: a troca da briga pela busca do consenso.

Vamos conversar? conta com prefácio de José Mangini, advogado, mediador e negociador privado, e o endosso da magistrada e escritora Andréa Pachá. O posfácio é de Helio Paulo Ferraz, mediador do CBMA – Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem, da FGV – Fundação Getúlio Vargas e do TJRJ – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que comenta: “este livro me leva a comparar o mediador a um ‘pombo da paz’, que leva às partes aquilo que precisa ser escutado, depois de decodificado, com proteção e cuidado, na busca por um entendimento capaz de transformar, construtivamente, o ambiente em conflito”.

FICHA TÉCNICA

Título: Vamos conversar?
Subtítulo: O poder do diálogo para resolver conflitos
Autora: Eunice Maciel
Editora: Primavera Editorial
ISBN: 978-85-5578-184-1
Páginas: 214
Preço: R$ 64,90 (físico) | R$ 39,90 (e-book)
Onde comprar: Amazon | Primavera Editorial 

Sobre a autora: Eunice Maciel é mediadora formada pela Fundação Getúlio Vargas e certificada pelo ICFML – Instituto de Certificação e Formação de Mediadores Lusófonos. Economista, trabalha com mediação de conflitos em diversas áreas, tais como empresarial e familiar. Como escritora, tem publicados “Perigo na Ilha” (2009), “Perdidos na mina” (2011), “Um ano difícil” (2016), “Cuidado! Onça!!” (2017), “O mistério da ilha grande” (2019) e “Seis meses passam rápido” (2020), destinados ao público infantojuvenil. “Tombos” (2021) é seu primeiro romance, seguido de “Um conto por dia” (2023) e Vamos conversar? (2025). Faz trabalhos voluntários em sala de aula para incentivar a leitura, e desafia os adultos a adquirirem o hábito de ler. Também participa de grupos de escritores, como o “Clube dos Escritores 50+” e “Escreva, Garota!”.

Instagram da autora@eunicemaciel_escritora

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